Riacho dos MachadosMG

8.886 habitantes · IBGE 3154507

IA

Resumo socioambiental

Riacho dos Machados/MG apresenta déficit estrutural em saneamento básico, situando-se abaixo da mediana nacional em praticamente todos os indicadores de água e esgoto. A cobertura de água atingiu 48,1% em 2022, muito aquém da mediana nacional de 76,5% e da média mineira de 84,3% (percentil 18), apesar do avanço de +24,0% desde 2008. A coleta de esgoto, com último dado de 59,6% (2021), também fica distante da mediana do país (87,8%) e de Minas Gerais (85,0%), colocando o município no percentil 31. Já o tratamento de esgoto surpreende positivamente: 49,8% em 2022 supera a mediana nacional (37,7%) e a mineira (44,5%), posicionando o município no percentil 57 — um raro ponto forte, sustentado por apenas 1 ETE em operação (2020), igual à mediana nacional mas irrisória frente às 399 unidades do estado.

O quadro de destinação de resíduos domiciliares é preocupante: 41,4% dos domicílios ainda têm destino inadequado de esgoto (2022), quase três vezes a mediana nacional (14,9%) e muito acima da UF (7,4%), colocando o município no percentil 87 — entre os piores do país nesse quesito. Essa lacuna contrasta com a melhora relativa na coleta domiciliar (57,3% em 2022, ante 39,3% em 2010), sinalizando que o avanço na cobertura não foi acompanhado de tratamento adequado na ponta. A perda de água na distribuição, de 19,5% em 2022, é inferior à mediana nacional (29,9%) e à mineira (35,0%), mas representa piora acentuada frente aos 6,7% registrados em 2021, indicando possível deterioração recente da rede ou da gestão operacional.

Do ponto de vista climático, as emissões totais de GEE caíram para 64.411 tCO₂e em 2024, redução de 47,4% frente a 2010, ficando abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e). As emissões de resíduos, de 3.545 tCO₂e, também estão abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e), refletindo o porte pequeno do município. Chama atenção, porém, o salto expressivo nas emissões de energia, que passaram de 4.390 tCO₂e (2010) para 67.960 tCO₂e (2024) — alta de 1.448% —, superando a mediana nacional (18.929 tCO₂e) e colocando o município no percentil 75, provavelmente associado à expansão de atividades ligadas à geração ou consumo energético local.

Em termos hidroclimáticos, o município não registrou cheias em 2016, mas apresentou 7 registros de seca observada, valor superior à mediana nacional (0) e compatível com o padrão de estiagem recorrente da região mineira (percentil 81 estadual). Combinados, os dados indicam que os principais desafios de Riacho dos Machados concentram-se na ampliação e modernização da infraestrutura de água e esgoto — especialmente na redução da destinação inadequada de resíduos domiciliares — e no monitoramento do crescimento das emissões associadas ao setor energético, que já superam o desempenho relativo em saneamento.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

57.6%

2024

29
26.9% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

31.9%

2024

24
54.4% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

50.6%

2024

61
21.4% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

40.8%

2024

27
65.7% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

57.3%

2022

23
45.8% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

41.4%

2022

13
31.7% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

64.411 tCO₂e

2024

72
47.4% no período

Emissões de resíduos

SEEG

3.545 tCO₂e

2024

70
2.9% no período

Emissões de energia

SEEG

67.960 tCO₂e

2024

25
1448.1% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

7

2016

19
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.