Riacho FrioPI

4.241 habitantes · IBGE 2208858

IA

Resumo socioambiental

Riacho Frio/PI apresenta quadro socioambiental heterogêneo, com avanços em abastecimento de água mas fragilidades graves em esgotamento sanitário e forte crescimento nas emissões de gases de efeito estufa. A cobertura de água atingiu 73,4% em 2022, patamar bem superior ao de 2008 (39,1%), embora tenha recuado frente ao pico de 80,1% em 2020, ficando próximo da mediana nacional (76,5%) e da UF (73,0%), no percentil 46. A perda de água, de 31,0% em 2022, é ligeiramente pior que a mediana nacional (29,9%), mas bem melhor que a média estadual (46,4%), indicando gestão da rede relativamente eficiente para o contexto piauiense.

O saneamento básico é o ponto mais crítico do município: apenas 51,0% dos domicílios têm coleta de esgoto (2022), muito abaixo da mediana nacional (76,9%) e da UF (70,4%), colocando o município no percentil 16. Coerentemente, o destino inadequado de dejetos atinge 44,4% dos domicílios, quase o triplo da mediana nacional (14,9%) e bem acima da UF (26,3%), posicionando Riacho Frio no percentil 89 — entre os piores do país nesse indicador. Essa deficiência estrutural ajuda a explicar por que as emissões de resíduos, embora tenham crescido 42,2% desde 2010, permanecem relativamente baixas (1.908 tCO₂e em 2024) frente à mediana nacional (6.191 tCO₂e), sugerindo que o problema é mais de infraestrutura de coleta e tratamento do que de geração intensiva de resíduos.

O dado mais alarmante é a trajetória das emissões totais de GEE, que saltaram de 134.033 tCO₂e em 2010 para 1.094.968 tCO₂e em 2024, alta de 716,9%, com pico em 2022 (1.681.315 tCO₂e). Esse volume supera em muito a mediana nacional (138.513 tCO₂e), posicionando o município no percentil 91 — entre os mais emissores do Brasil, provavelmente refletindo mudança de uso do solo ou expansão agropecuária, já que as emissões de energia (1.997 tCO₂e) e resíduos são comparativamente marginais nesse total.

Quanto a eventos hidrológicos, não há registros de cheias em 2016, mas houve 6 registros de seca no mesmo ano, indicando maior vulnerabilidade a estiagens do que a inundações, embora a série disponível seja limitada a um único ano, dificultando análise de tendência. Em conjunto, os dados apontam para um município que avançou em água tratada, mas que precisa priorizar investimentos em esgotamento sanitário e conter o crescimento acelerado das emissões totais, sob risco de comprometer os ganhos ambientais já obtidos.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

48.4%

2023

0.7% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

32.1%

2023

37.2% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

51.0%

2022

16
2.1% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

44.4%

2022

11
11.2% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

1.094.968 tCO₂e

2024

9
716.9% no período

Emissões de resíduos

SEEG

1.908 tCO₂e

2024

89
42.2% no período

Emissões de energia

SEEG

1.997 tCO₂e

2024

93
284.0% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

6

2016

21
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.