RianápolisGO
3.938 habitantes · IBGE 5218706
Resumo socioambiental
Rianápolis/GO apresenta em 2024 cobertura de água de 89,5%, acima da mediana nacional (73,2%) e ligeiramente superior à média do estado de Goiás (88,8%), posicionando o município no percentil 76 do país. O destaque mais expressivo é a perda de água na distribuição, que caiu para 4,7% em 2024 — uma redução de 77,9% em relação ao ano anterior e um patamar muito inferior à mediana nacional (29,1%) e à média estadual (25,3%), colocando o município no percentil 2, ou seja, entre os menores índices de perda do Brasil. Essa combinação indica gestão eficiente da rede de abastecimento, embora a série histórica mostre oscilações relevantes entre 2015 e 2021 (picos acima de 30%), sugerindo que a melhoria recente ainda precisa ser consolidada.
No saneamento domiciliar, a cobertura de coleta de resíduos atingiu 91,0% em 2022, superando tanto a mediana nacional (76,9%) quanto a média goiana (89,7%). O destino inadequado de resíduos caiu para 6,1%, uma redução de 50,1% desde 2010, embora ainda acima da média estadual (5,5%), posicionando o município no percentil 29. Vale notar que essa persistência de destinação inadequada não se traduziu em aumento das emissões de resíduos, que somaram 2.538 tCO₂e em 2024 — bem abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e) e no percentil 19, embora tenha havido alta de 17,6% em relação a 2023, sinal de atenção para o monitoramento da gestão de resíduos sólidos.
Do ponto de vista climático, as emissões totais de GEE somaram 99.424 tCO₂e em 2024, com queda acumulada de 28,4% desde 2010 e valor abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 40. As emissões de energia, entretanto, mostram reversão de tendência: após forte queda até 2021 (30.478 tCO₂e), voltaram a subir para 37.721 tCO₂e em 2024, superando a mediana nacional (18.929 tCO₂e) e situando o município no percentil 64 — um ponto que merece acompanhamento, especialmente diante da modesta capacidade instalada de geração solar (700 kW, percentil 44) frente à mediana nacional (908 kW).
Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados para o município (ANA, 2016), o que limita a análise de risco hidroclimático, mas não indica ausência de vulnerabilidade, apenas lacuna de monitoramento. Em síntese, Rianápolis exibe indicadores de saneamento e perdas hídricas superiores à média nacional e estadual, com trajetória de melhoria consistente, enquanto o eixo energético demanda atenção diante do recente aumento das emissões e da baixa expansão de fontes renováveis locais.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
89.5%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
4.7%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
91.0%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
6.1%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
4 MW
Potência solar
ANEEL (SIGA)
700 kW
2024
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
3 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Usinas solares (legado)
ANEEL (SIGA)
700 kW
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
99.424 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
2.538 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
37.721 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
