Ribeirão dos ÍndiosSP
2.045 habitantes · IBGE 3543238
Resumo socioambiental
Ribeirão dos Índios apresenta desempenho saneamento acima da média nacional em coleta e tratamento de esgoto, mas com sinal de atenção no abastecimento de água. A coleta de esgoto atingiu 100,0% em 2021, superando a mediana nacional (87,8%) e a média estadual (94,6%), colocando o município no percentil 100 do país. O tratamento de esgoto também é de 100,0% (2022), bem acima da mediana nacional (37,7%) e do próprio estado de São Paulo (69,6%), refletindo o salto ocorrido em 2016 quando a taxa passou de patamares próximos a 82% para cobertura plena. Já a cobertura de água caiu para 80,0% em 2022, uma queda de 3,3% e recuo expressivo frente aos 94,0% registrados em 2021 — ainda assim superior à mediana nacional (76,5%), mas distante da média estadual (95,2%), situando o município apenas no percentil 55.
A perda de água na distribuição é de 16,1% (2022), consideravelmente melhor que a mediana nacional (29,9%) e a média de São Paulo (32,1%), posicionando o município no percentil 15 (quanto menor, melhor a posição). Essa vantagem relativa em perdas, no entanto, convive com oscilações históricas importantes (perdas chegaram a 24,6% em 2013), sugerindo instabilidade operacional que pode explicar parte da queda recente na cobertura de água. Do lado dos resíduos domiciliares, o quadro é positivo: 90,4% dos domicílios têm coleta (2022), acima da mediana nacional (76,9%) e da média estadual (89,7%), enquanto o destino inadequado caiu para 5,4%, uma redução de 61,3% desde 2010, embora ainda acima da baixíssima taxa estadual (1,0%).
Em emissões de GEE, o município registrou 75.021 tCO₂e em 2024, valor abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), posicionando-o no percentil 32 — ou seja, entre os municípios com menores emissões relativas do país. As emissões de resíduos (3.667 tCO₂e) e de energia (1.931 tCO₂e) também ficam abaixo das medianas nacionais, com destaque para o setor energético, que caiu 9,6% na última década e situa o município no percentil 6, indicando emissões energéticas muito baixas frente ao padrão nacional. A queda nas emissões totais desde o pico de 2020 (94.794 tCO₂e) acompanha, em parte, a maturidade do sistema de tratamento de esgoto, que reduz a carga de metano associada ao saneamento inadequado.
Em síntese, Ribeirão dos Índios consolidou um sistema de esgotamento sanitário exemplar, com cobertura e tratamento plenos desde 2016, e mantém perdas de água controladas e baixas emissões per capita comparativamente ao país. O ponto de atenção prioritário é a queda recente na cobertura de abastecimento de água, que reverteu uma trajetória de melhoria contínua observada entre 2008 e 2021 e merece investigação e resposta por parte da gestão local, especialmente diante da ausência de dados mais recentes sobre eventos hidrológicos extremos (cheias e secas) que possam ter influenciado esse indicador.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
93.1%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
88.6%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
100.0%
2023
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
7.5%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
90.4%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
5.4%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
75.021 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
3.667 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
1.931 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
