RibeirãoPE
34.255 habitantes · IBGE 2611804
Resumo socioambiental
Ribeirão/PE apresenta em 2024 cobertura de água de 78,0%, acima da mediana nacional (73,2%) e da média estadual (71,4%), posicionando o município no percentil 57. Contudo, a série histórica revela deterioração recente: o pico de 100,0% em 2022 não se sustentou, recuando para 80,0% em 2023 e 78,0% em 2024. Mais preocupante é a perda de água, que atinge 49,4% em 2024 — bem superior à mediana nacional (29,1%) e à UF (39,3%), colocando o município no percentil 83, entre os piores do país nesse quesito. Essa perda elevada indica ineficiência operacional significativa na distribuição, com desperdício de recursos hídricos tratados mesmo diante de cobertura relativamente boa.
No saneamento de resíduos sólidos, a cobertura de coleta domiciliar caiu de 80,1% (2010) para 72,0% (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%) e da UF (76,8%), no percentil 42. Coerentemente, o destino inadequado de resíduos também é elevado, em 17,2% (2022), acima da mediana nacional (14,9%) e da UF (14,8%). Essa combinação de menor coleta e maior destinação inadequada se reflete diretamente nas emissões de resíduos, que somaram 17.750 tCO₂e em 2024 — quase três vezes a mediana nacional (6.191 tCO₂e), no percentil 81, embora tenha havido redução moderada desde o pico de 2021 (19.749 tCO₂e).
As emissões totais de GEE do município alcançaram 139.565 tCO₂e em 2024, próximas à mediana nacional (138.513 tCO₂e, percentil 50), mas com trajetória de alta expressiva (+65,5% desde 2010). O destaque negativo é o setor de energia, cujas emissões saltaram de 21.431 tCO₂e (2019) para 82.934 tCO₂e (2024), variação de +90,7% e percentil 79 nacionalmente — indicando dependência crescente de fontes emissoras, sem contrapartida em geração renovável local, já que a potência hidráulica instalada permanece estagnada em 3 MW desde 2012, abaixo da mediana nacional (10 MW).
Em síntese, Ribeirão/PE enfrenta um quadro de ineficiência na infraestrutura de saneamento — perdas de água muito acima do padrão nacional e queda na cobertura de coleta de resíduos — que se conecta diretamente ao aumento das emissões de GEE, especialmente nos setores de energia e resíduos. A ausência de registros recentes de eventos hidrológicos (cheia e seca, ambos referentes a 2016) limita a análise de riscos climáticos atuais, mas o conjunto de indicadores aponta para a necessidade prioritária de investimento em redução de perdas na rede de água e ampliação da coleta e destinação adequada de resíduos, de modo a conter a trajetória de alta nas emissões municipais.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
78.0%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
49.4%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
72.0%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
17.2%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
3 MW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
3 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
139.565 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
17.750 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
82.934 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
4
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
