Ribeirão PretoSP
728.400 habitantes · IBGE 3543402
Resumo socioambiental
Ribeirão Preto/SP apresenta infraestrutura de saneamento consolidada e muito superior aos padrões nacionais, contrastando com um desempenho ambiental preocupante nas emissões de gases de efeito estufa. A cobertura de água atinge 99,7% (2022), acima da mediana nacional de 76,5% e da média estadual de 95,2% (percentil 88). A coleta de esgoto chega a 99,6% (2021) e o tratamento a 96,7% (2022) — este último com salto expressivo de +39% desde 2008, superando amplamente a mediana nacional de 37,7% e a média paulista de 69,6% (percentil 88). O município também exibe percentual mínimo de destinação inadequada de resíduos domiciliares (0,2% em 2022), no percentil 1 nacional, indicando excelência relativa nesse quesito.
Um ponto de atenção é a perda de água na distribuição, que embora tenha recuado de 50,0% (2008) para 43,6% (2022), permanece bem acima da mediana nacional (29,9%) e da média estadual (32,1%), sinalizando ineficiência operacional na rede que pode pressionar custos e disponibilidade hídrica futura, mesmo com cobertura universalizada.
O aspecto mais crítico do dossiê é a trajetória de emissões de GEE, que somaram 2.384.321 tCO₂e em 2024, com alta de +16,3% desde 2010, colocando o município no percentil 96 nacional. As emissões de energia (1.934.595 tCO₂e, +15,9%) dominam esse total, mas as emissões de resíduos também chamam atenção: 292.141 tCO₂e em 2024 (+23,3% no período), no percentil 99 nacional — um número alto mesmo diante da elevada taxa de tratamento de esgoto e baixa disposição inadequada de resíduos, sugerindo que o volume emitido está mais associado à escala populacional e ao tipo de destinação final dos resíduos sólidos do que à precariedade do saneamento básico.
Em síntese, Ribeirão Preto figura entre os municípios mais bem estruturados do país em saneamento, com indicadores de água e esgoto muito acima da média brasileira e estadual. Contudo, o crescimento constante das emissões de GEE, especialmente nos setores de energia e resíduos, exige atenção dos gestores, pois contrasta com os ganhos obtidos na universalização dos serviços e pode demandar políticas específicas de eficiência energética e gestão de resíduos para reverter essa tendência.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
99.7%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
99.0%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
88.0%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
2
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
36.8%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
96.1%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
0.2%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
4
2025
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
20 MW
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
2.384.321 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
292.141 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
1.934.595 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
