Rio AzulPR

14.214 habitantes · IBGE 4122008

IA

Resumo socioambiental

Rio Azul/PR apresenta um quadro socioambiental heterogêneo, com forte estrangulamento no acesso à água e desempenho satisfatório no manejo de esgoto. A cobertura de água chegou a 54,7% em 2022, com avanço expressivo de +30,3% desde 2008, mas ainda muito abaixo da mediana nacional (76,5%) e do patamar do Paraná (96,1%), posicionando o município no percentil 24 — ou seja, pior que três quartos dos municípios brasileiros. Em contraste, a coleta de esgoto atinge 100% desde 2015 (percentil 100) e o tratamento alcança 84,5% em 2022, muito superior à mediana nacional (37,7%) e à média estadual (78,7%). Essa combinação sugere que o esforço de saneamento foi direcionado prioritariamente ao esgotamento sanitário, deixando a universalização do abastecimento de água como lacuna estrutural a ser enfrentada.

A perda de água na distribuição, de 29,9% em 2022, cresceu 21% na série e agora se equipara à mediana nacional e à média do Paraná (ambas próximas de 29,6%-29,9%), indicando que a ineficiência operacional acompanha o país, mas ainda compromete a eficácia do sistema já limitado em cobertura. Chama atenção o descompasso entre os indicadores de infraestrutura formal (SNIS) e a percepção censitária: os domicílios com coleta de resíduos caíram de 67,1% (2010) para 53,1% (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%) e do padrão estadual (90,0%), enquanto o destino inadequado de resíduos, embora tenha recuado de 32,9% para 19,7%, ainda supera a mediana do país (14,9%) e está bem acima da média do Paraná (5,6%). Esse contraste evidencia que a melhoria na cobertura formal de esgoto não necessariamente se traduziu em gestão adequada de resíduos sólidos domiciliares.

No campo climático, as emissões totais de GEE caíram de 321.451 tCO₂e (2022) para 51.403 tCO₂e em 2024, uma redução de 81,3% que provavelmente reflete mudanças no uso da terra ou agropecuária, dado o padrão típico de municípios pequenos no SEEG. Entretanto, as emissões de resíduos seguem em trajetória ascendente, atingindo 8.647 tCO₂e em 2024 (+25,8% desde 2010), acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e) e no percentil 62 — coerente com a fragilidade observada na gestão de resíduos sólidos. As emissões de energia também dobraram no período (26.839 tCO₂e, percentil 57), sinalizando pressão crescente do setor energético local, ainda que o total geral do município permaneça abaixo da média do Paraná.

Em síntese, os gestores de Rio Azul enfrentam um desafio duplo: acelerar a universalização do abastecimento de água, hoje o indicador mais crítico do município, e reverter a tendência de aumento das emissões ligadas a resíduos e energia, setores que crescem mesmo com a queda das emissões totais. O bom desempenho em esgotamento sanitário oferece uma base institucional que pode ser replicada para equacionar as demais lacunas identificadas.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

54.7%

2022

24
30.3% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

100.0%

2021

100
0.0% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

84.5%

2022

80
10.8% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

29.9%

2022

50
21.0% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

53.1%

2022

18
20.8% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

19.7%

2022

41
39.9% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

51.403 tCO₂e

2024

78
81.3% no período

Emissões de resíduos

SEEG

8.647 tCO₂e

2024

38
25.8% no período

Emissões de energia

SEEG

26.839 tCO₂e

2024

43
100.0% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.