Rio Bonito do IguaçuPR

14.234 habitantes · IBGE 4122156

IA

Resumo socioambiental

Rio Bonito do Iguaçu/PR apresenta em 2024 um quadro de saneamento básico bastante deficitário frente ao restante do país. A cobertura de água atinge apenas 38,7% dos domicílios, muito abaixo da mediana nacional (73,2%) e do valor médio do Paraná (89,5%), posicionando o município no percentil 11 — entre os piores do Brasil nesse indicador. Chama atenção a trajetória recente: após atingir 49,3% em 2021, a cobertura recuou abruptamente para 26,4% em 2023 antes de se recuperar parcialmente para 38,7% em 2024, sugerindo instabilidade na gestão ou nos dados reportados ao SNIS/SINISA, e não uma evolução consistente.

O esgotamento sanitário é o ponto mais crítico do dossiê: apenas 40,7% dos domicílios têm coleta de esgoto (Censo 2022), contra mediana nacional de 76,9% e 90,0% no Paraná. Como consequência direta, o destino inadequado de dejetos atinge 56,7% dos domicílios, valor extremamente alto frente à mediana nacional de 14,9% e ao paranaense de 5,6%, colocando o município no percentil 96 — entre os piores do país. Ainda que tenha havido melhora de 17,6 pontos percentuais desde 2010 (quando era 68,8%), o patamar atual permanece alarmante e ajuda a explicar por que as emissões de resíduos do município (8.804 tCO₂e em 2024) superam a mediana nacional (6.191 tCO₂e), no percentil 62.

Em relação a perdas de água, o município está em situação relativamente melhor: 19,6% em 2024, abaixo da mediana nacional (29,1%) e da média do Paraná (29,0%), no percentil 23 — porém com forte oscilação ao longo da série (de 8,8% em 2019 a 23,5% em 2018), indicando fragilidade operacional do sistema. As emissões totais de GEE caíram significativamente, de picos acima de 700 mil tCO₂e em 2019 para 196.329 tCO₂e em 2024 (-29,7% no período), refletindo provavelmente redução de emissões agropecuárias ou de mudança de uso do solo, já que as emissões de energia seguem trajetória oposta, crescendo 39,6% e atingindo 19.098 tCO₂e, próximo da mediana nacional.

Em síntese, o município exige atenção prioritária em saneamento — especialmente esgotamento sanitário e cobertura de água —, cujas deficiências se refletem tanto na saúde pública quanto nas emissões de resíduos acima da mediana nacional. A ausência de registros de cheia (0 em 2016) e a baixa incidência de seca reportada (2 registros) sugerem menor exposição a eventos hidrológicos extremos nesse recorte temporal, mas a base de dados é limitada a um único ano, o que recomenda cautela na interpretação desse indicador específico.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

38.7%

2024

11
30.3% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

19.6%

2024

77
24.8% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

40.7%

2022

8
30.4% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

56.7%

2022

4
17.6% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

196.329 tCO₂e

2024

40
29.7% no período

Emissões de resíduos

SEEG

8.804 tCO₂e

2024

38
10.0% no período

Emissões de energia

SEEG

19.098 tCO₂e

2024

50
39.6% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

2

2016

36
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.