Rio BonitoRJ
59.113 habitantes · IBGE 3304300
Resumo socioambiental
Rio Bonito/RJ apresenta um quadro de saneamento básico com sinais de deterioração recente, mesmo mantendo indicadores domiciliares relativamente favoráveis. A cobertura de água atingiu 66,6% em 2022, abaixo da mediana nacional (76,5%) e da UF (89,1%), no percentil 38 — mas o dado mais preocupante é a trajetória: o município chegou a superar 87% entre 2010 e 2014, e desde então recuou de forma acentuada, especialmente após 2019. Essa queda é acompanhada por um salto expressivo na perda de água, que passou de 6,0% em 2019 para 76,3% em 2022, colocando Rio Bonito no percentil 98 nacional (pior extremo) e muito acima da mediana (29,9%) e da UF (48,6%). O tratamento de esgoto é inexistente (0,0% em 2022, sem alteração desde 2016), enquanto a coleta de esgoto, embora ainda alta (96,1% em 2021, percentil 60), vem em leve declínio desde 2016, quando era de 100%. Essa combinação — coletar quase todo o esgoto, mas não tratar nada — indica que o esgoto captado é lançado in natura no ambiente, um ponto crítico de atenção para gestores.
No que se refere a resíduos sólidos domiciliares, o município tem desempenho comparativamente bom: 94,0% de domicílios com coleta em 2022 (percentil 88, acima da mediana nacional de 76,9%) e apenas 3,2% de destinação inadequada, com queda de 57% desde 2010. Contudo, há apenas 1 unidade de destinação registrada desde 2012, sem evolução, o que é compatível com a mediana nacional, mas muito aquém da UF (38 unidades) — um gargalo estrutural que pode limitar a gestão de resíduos no médio prazo. Essa fragilidade se reflete nas emissões: as emissões de resíduos cresceram 30,9% entre 2010 e 2024, atingindo 48.315 tCO₂e, no percentil 93 nacional, muito acima da mediana (5.787 tCO₂e) — um dos indicadores mais críticos do dossiê e coerente com a ausência de tratamento de esgoto e a dependência de poucas unidades de destinação.
As emissões totais de GEE somaram 216.666 tCO₂e em 2024, com alta de 20,6% desde 2010, percentil 62 (acima da mediana nacional de 138.513 tCO₂e). As emissões de energia também cresceram (+10,6%, para 103.168 tCO₂e, percentil 82), reforçando um padrão de aumento das emissões municipais em múltiplos setores, com resíduos como destaque negativo. Do ponto de vista hídrico, o único ano com registro de cheias (2016) mostrou 4 ocorrências, no percentil 96 nacional, indicando vulnerabilidade a eventos extremos, ainda que a seca observada tenha sido nula no mesmo ano. Já o índice de segurança hídrica projetado para 2035 (5,000) supera tanto a mediana nacional (4,000) quanto a UF (3,022), sugerindo expectativa de melhora estrutural — mas que depende de investimentos consistentes em infraestrutura, dado o quadro atual de perdas elevadas e ausência de tratamento de esgoto.
Em síntese, Rio
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
83.1%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
96.1%
2021
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2022
Perda de água
SNIS/SINISA
53.9%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
94.0%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
3.2%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2018
Clima
Emissões de GEE
SEEG
216.666 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
48.315 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
103.168 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
4
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
