Rio Branco do SulPR
39.307 habitantes · IBGE 4122206
Resumo socioambiental
Rio Branco do Sul apresenta um quadro de saneamento básico preocupante, com destaque negativo para o esgotamento sanitário: a coleta de esgoto está estagnada em 0,1% desde 2012, muito abaixo da mediana nacional de 87,8% e do Paraná (89,9%) em 2021, e o tratamento é nulo (0,0%), também distante da mediana nacional de 37,7% e da UF (78,7%). Já o abastecimento de água mostra retrocesso recente: a cobertura caiu para 71,2% em 2022, uma queda de 28,8% frente ao início da série, ficando abaixo do Paraná (96,1%) e próxima da mediana nacional (76,5%, percentil 43). A perda de água na distribuição, de 24,6% em 2022, cresceu 261,3% desde 2008, embora ainda esteja ligeiramente abaixo da mediana nacional (29,9%) e da UF (29,6%), sinalizando ineficiência operacional crescente no sistema.
Em resíduos sólidos, há avanço parcial: a coleta domiciliar chegou a 86,8% em 2022, acima da mediana nacional (76,9%, percentil 70), e o destino inadequado caiu para 11,2%, redução de 36,7% desde 2010, ficando melhor que a mediana nacional (14,9%), mas ainda distante do desempenho do Paraná (5,6%). Essa melhoria na coleta, no entanto, não se refletiu nas emissões de resíduos, que subiram para 11.564 tCO₂e em 2024 (+44,2% desde 2010), superando a mediana nacional (6.191 tCO₂e) e situando o município no percentil 70 — indicando que o aumento da cobertura de coleta não veio acompanhado de tratamento adequado da destinação final, coerente com a ausência de unidades de destinação além da única registrada desde 2018.
O ponto mais crítico do dossiê é a matriz de emissões totais de GEE, que somou 3.566.618 tCO₂e em 2024, disparada de 321,1% desde 2010, colocando o município no percentil 97 nacional — um patamar extremamente elevado para o porte populacional (~39 mil habitantes). O setor de energia é o principal responsável, com 2.025.114 tCO₂e em 2024 (alta de 2.302% desde 2010, percentil 99), sugerindo forte presença de atividades industriais ou intensivas em energia fóssil no território, provavelmente associada à indústria cimenteira característica da região. Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados (0 em 2016), mas a lacuna de dados mais recentes limita a avaliação de risco hídrico atual.
Em síntese, o município combina infraestrutura de saneamento frágil — especialmente em esgotamento sanitário, praticamente inexistente — com uma pegada de emissões desproporcional ao seu tamanho, concentrada no setor energético. Para os gestores, a prioridade imediata deve ser a universalização do tratamento de esgoto e a reversão da perda de água, enquanto o perfil de emissões exige atenção regulatória sobre as fontes energéticas industriais que operam no território.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
67.8%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
0.1%
2012
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2012
Perda de água
SNIS/SINISA
24.1%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
86.8%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
11.2%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2020
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
2 MW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
2 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
3.566.618 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
11.564 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
2.025.114 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
