Rio das AntasSC
6.386 habitantes · IBGE 4214409
Resumo socioambiental
Rio das Antas/SC apresenta um quadro socioambiental heterogêneo, com avanços em saneamento básico ainda aquém da média nacional e um perfil energético pouco diversificado. A cobertura de água atingiu 61,7% em 2022, com crescimento expressivo de +34,4% desde 2008, mas o município permanece abaixo da mediana nacional (76,5%) e distante da média catarinense (90,1%), posicionando-se no percentil 32. Mais preocupante é a perda de água na distribuição, que chegou a 40,5% em 2022 — acima da mediana do país (29,9%) e da UF (34,6%), colocando o município no percentil 72 (pior que a maioria). Essa combinação de baixa cobertura com alto desperdício sugere ineficiência operacional no sistema de abastecimento, que consome recursos captados sem ampliar proporcionalmente o atendimento à população.
Na gestão de resíduos sólidos, o município mostra evolução positiva: a coleta domiciliar alcançou 84,8% em 2022 (percentil 66, acima da mediana nacional de 76,9%) e o destino inadequado caiu de 22,3% para 9,3% entre 2010 e 2022, uma redução de 58,1%. Ainda assim, o indicador permanece distante do padrão catarinense (3,2%). Chama atenção a existência de apenas 1 unidade de destinação registrada (2018), igual à mediana nacional, mas irrisória frente às 58 unidades da UF — o que pode limitar a capacidade local de tratamento adequado e ajuda a explicar por que as emissões de resíduos cresceram +22,6% desde 2010, atingindo 3.623 tCO₂e em 2024, embora ainda abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e).
No campo energético e climático, as emissões totais de GEE somaram 138.274 tCO₂e em 2024, com queda de 12,8% em relação a 2010, ficando praticamente no percentil 50 nacional. As emissões de energia, no entanto, cresceram 32,5% no período, para 10.304 tCO₂e, refletindo a ausência de investimento em fontes renováveis: a potência solar instalada é de apenas 2 kW, estagnada desde 2010 e no percentil 2 nacional, enquanto a potência hidráulica (320 kW, também estagnada) é tratada como fator de pressão ambiental. Essa falta de diversificação energética contrasta com o potencial de transição limpa observado em outros municípios catarinenses.
Por fim, os registros históricos de eventos hidrológicos extremos merecem atenção: em 2016 o município registrou 6 ocorrências de cheia (percentil 99 nacional) e 4 de seca (percentil 72), indicando vulnerabilidade climática significativa frente à mediana nacional, que é zero em ambos os casos. Esse histórico reforça a necessidade de integrar planejamento hídrico, redução de perdas na distribuição de água e gestão de risco de desastres nas políticas públicas locais, especialmente diante da fragilidade na infraestrutura de saneamento já identificada.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
53.9%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
33.0%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
84.8%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
9.3%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2018
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
322 kW
Potência solar
ANEEL (SIGA)
2 kW
2024
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
320 kW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Usinas solares (legado)
ANEEL (SIGA)
2 kW
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
138.274 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
3.623 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
10.304 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
6
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
4
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
