Rio das OstrasRJ
168.099 habitantes · IBGE 3304524
Resumo socioambiental
Rio das Ostras apresenta um quadro crítico de saneamento básico, com deterioração acentuada nos últimos anos. A cobertura de água caiu para 76,5% em 2024, ainda próxima da mediana nacional (73,2%) mas bem abaixo da média fluminense (90,6%) e distante do patamar de quase 100% observado entre 2011 e 2013. Mais grave é o colapso da coleta de esgoto, que despencou de patamares acima de 40% na década de 2010 para apenas 4,8% em 2024 — variação de -85,8% no período —, posicionando o município no percentil 4 nacional, muito aquém da mediana do país (59,9%) e do estado (64,7%). O tratamento de esgoto segue trajetória semelhante, caindo para 5,3%, também muito abaixo da mediana nacional (33,3%). Chama atenção a contradição entre o alto percentual de domicílios com coleta de resíduos sólidos informado pelo Censo (96,8% em 2022, percentil 96) e o baixíssimo índice de atendimento de esgoto do SNIS, sugerindo possível descontinuidade metodológica ou defasagem nos relatórios de saneamento a partir de 2020.
As perdas de água, embora tenham recuado de picos históricos (68,2% em 2020) para 23,0% em 2024, ainda representam desperdício relevante, situando o município abaixo da mediana nacional (29,1%) mas exigindo atenção quanto à eficiência operacional, especialmente diante da baixa cobertura de tratamento de esgoto, que amplia o risco de contaminação de corpos hídricos.
No eixo climático, as emissões totais de GEE somaram 305.587 tCO₂e em 2024, com alta de 33,4% desde 2010, colocando o município no percentil 70 nacional. O destaque negativo são as emissões de resíduos, que mais que dobraram no período (+141,2%), atingindo 135.700 tCO₂e e posicionando Rio das Ostras no percentil 98 do país — um reflexo direto da fragilidade do sistema de esgotamento sanitário e da gestão de resíduos sólidos. As emissões de energia também cresceram (+26,6%), somando 133.833 tCO₂e, no percentil 85 nacional.
Na matriz energética renovável, a capacidade solar instalada estagnou em 150 kW desde 2023, muito abaixo da mediana nacional (908 kW), indicando ausência de investimento em fontes limpas que poderiam mitigar parte das emissões do setor energético. Em síntese, o município combina regressão acelerada no saneamento — com forte descolamento em relação a padrões estaduais e nacionais — e aumento expressivo de emissões associadas a resíduos, configurando um quadro que demanda priorização urgente de investimentos em coleta e tratamento de esgoto, both para reduzir riscos sanitários quanto para conter a trajetória ascendente de emissões de GEE.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
76.5%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
4.8%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
5.3%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
2
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
23.0%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
96.8%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
0.4%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
150 kW
Potência solar
ANEEL (SIGA)
150 kW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Usinas solares (legado)
ANEEL (SIGA)
150 kW
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
305.587 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
135.700 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
133.833 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
