Rio das PedrasSP

32.267 habitantes · IBGE 3544004

IA

Resumo socioambiental

Rio das Pedras/SP apresenta saneamento básico consolidado acima da média nacional, mas com fragilidades operacionais importantes. A cobertura de água chegou a 96,2% em 2024 (percentil 87 nacional, próximo da mediana estadual de 96,6%) e a coleta de esgoto atingiu 100,0%, muito acima da mediana nacional de 59,9% (percentil 100). Contudo, o tratamento de esgoto é 0,0% desde pelo menos 2010, enquanto a mediana nacional é 33,3% e a média estadual 66,6% — ou seja, o município coleta todo o esgoto gerado, mas não trata nada, configurando um gargalo crítico que compromete os ganhos obtidos na coleta. Some-se a isso a perda de água na distribuição, que saltou para 57,0% em 2024 (variação de +23,7% no último período), quase o dobro da mediana nacional (29,1%) e da UF (28,2%), indicando ineficiência operacional relevante no sistema de abastecimento.

Na gestão de resíduos sólidos, o município mantém baixo percentual de destinação inadequada domiciliar (1,6% em 2022, percentil 9, bem abaixo da mediana nacional de 14,9%), mas dispõe de apenas 1 unidade de destinação, mesmo patamar da mediana nacional, e distante das 132 unidades da UF. Esse contraste entre baixa geração de destino inadequado e escassa infraestrutura de destinação, somado à ausência total de tratamento de esgoto, sugere que a capacidade instalada local é limitada e que o município pode depender de estruturas externas ou de manejo emergencial.

No eixo climático, as emissões totais de GEE caíram expressivamente, de 173.718 tCO₂e (2010) para 90.054 tCO₂e (2024), redução de 48,2% e abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e, percentil 37), puxada principalmente pela queda nas emissões de energia (-62,1% no período, para 35.308 tCO₂e). Em contrapartida, as emissões de resíduos mais que dobraram (+107,4%), atingindo 21.433 tCO₂e em 2024 — patamar bem acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e, percentil 84) —, o que reforça a leitura de que a gestão de resíduos é o principal ponto de atenção ambiental do município, tanto pela ausência de tratamento de esgoto quanto pelo crescimento continuado dessas emissões.

Do ponto de vista de investimento público, o valor aplicado em 2026 foi de R$ 1,2 milhão, sem variação em relação ao período anterior, ficando abaixo da mediana nacional (R$ 3,1 milhões) e no percentil 37. Esse nível de investimento modesto, mantido estável, ajuda a explicar a persistência de gargalos estruturais como o tratamento zero de esgoto e as perdas crescentes de água, sugerindo que a ampliação de recursos direcionados a saneamento e resíduos seria estratégica para consolidar os avanços já obtidos em cobertura e coleta.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

96.2%

2024

87
0.6% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

100.0%

2024

100
0.2% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2023

Perda de água

SNIS/SINISA

57.0%

2024

12
23.7% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

94.4%

2022

89
3.8% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

1.6%

2022

91
12.6% no período

Unidades de destinação

IBAMA (CTF-APP)

1

2024

0.0% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

10 MW

Biomassa

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

90.054 tCO₂e

2024

63
48.2% no período

Emissões de resíduos

SEEG

21.433 tCO₂e

2024

16
107.4% no período

Emissões de energia

SEEG

35.308 tCO₂e

2024

37
62.1% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Investimento

Investimento público

PNCP

R$ 1.2 mi

2026

0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.