Rio de ContasBA
13.627 habitantes · IBGE 2926707
Resumo socioambiental
Rio de Contas apresenta um quadro socioambiental misto, com avanço expressivo no acesso à água, mas fragilidades estruturais em saneamento e um salto recente nas emissões de gases de efeito estufa. A cobertura de água saltou de 47,7% em 2021 para 91,8% em 2022, superando a mediana nacional (76,5%) e a média da Bahia (80,7%), posicionando o município no percentil 73 do país. Esse ganho, porém, contrasta com a perda de água na distribuição, que atingiu 50,0% em 2022 — bem acima da mediana nacional (29,9%) e da UF (35,0%), colocando o município no percentil 84 (entre os piores do Brasil). Ou seja, a expansão da cobertura não foi acompanhada por eficiência operacional, sugerindo perdas físicas ou de gestão que merecem investigação prioritária.
No esgotamento sanitário, a situação é mais preocupante. A coleta de esgoto está em 49,1% (2021), abaixo da mediana nacional (87,8%) e mesmo da UF (63,0%), no percentil 25. O tratamento, de 27,6% (2022), também fica abaixo da mediana nacional (37,7%) e da Bahia (53,1%). O município conta com apenas 1 ETE (2020), no limite da mediana nacional. Esse déficit se reflete no indicador de destino inadequado de dejetos domiciliares, que embora tenha caído de 40,8% (2010) para 33,0% (2022), ainda é mais que o dobro da mediana nacional (14,9%) e da UF (17,1%), no percentil 78 — um dos piores do país. A baixa cobertura de coleta domiciliar (63,3% em 2022, percentil 30) reforça esse cenário de vulnerabilidade sanitária, com potencial impacto na saúde pública e na qualidade dos corpos d'água.
Do ponto de vista climático, o município registrou reversão abrupta em seu balanço de emissões: de valores negativos (sumidouro de carbono) ao longo de toda a série 2010–2022, passou a emitir 64.484 tCO₂e em 2024, alta de 265,2% frente a 2010. Ainda assim, esse volume fica abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 28. As emissões de resíduos (5.848 tCO₂e, 2024) mantêm-se próximas da mediana nacional (6.191 tCO₂e), evidenciando coerência com a baixa cobertura de tratamento de esgoto e destino inadequado de resíduos. As emissões de energia (8.315 tCO₂e) permanecem bem abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e), no percentil 32, indicando matriz energética municipal de menor impacto relativo.
Em síntese, Rio de Contas evoluiu positivamente no acesso à água, mas enfrenta desafios estruturais em esgotamento sanitário e eficiência da rede hídrica, ambos com reflexo direto nas emissões de resíduos. A reversão do balanço de carbono para valores positivos em 2023–2024, após período consistente de sumidouro, é o ponto de atenção mais recente e sugere necessidade de monitoramento das mudanças de uso do solo ou cobertura vegetal no município. Investimentos articulados em saneamento e controle de perdas hídricas tendem a gerar ganhos socio
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
49.3%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
25.1%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
46.8%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
50.2%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
63.3%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
33.0%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
64.484 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
5.848 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
8.315 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
9
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
