Rio do CampoSC

6.613 habitantes · IBGE 4214508

IA

Resumo socioambiental

Rio do Campo/SC apresenta quadro socioambiental misto, com avanços consistentes em saneamento ao longo da série histórica, mas ainda abaixo dos parâmetros catarinenses. A cobertura de água atingiu 70,4% em 2022, um recuo frente ao pico de 76,2% em 2021, e permanece abaixo da mediana nacional (76,5%) e distante da UF (90,1%), posicionando o município no percentil 43. A perda de água, de 22,0% em 2022, subiu ligeiramente em relação a 2021 (19,6%), mas segue melhor que a mediana nacional (29,9%) e que Santa Catarina (34,6%), refletindo gestão operacional relativamente eficiente da rede, apesar da oscilação recente.

No manejo de resíduos sólidos, o município mostra melhora expressiva: a coleta domiciliar alcançou 85,3% em 2022 (percentil 67, acima da mediana nacional de 76,9%), enquanto o destino inadequado caiu de 17,7% para 7,4% entre 2010 e 2022 — redução de 58,3%. Esse progresso na coleta, porém, contrasta com o aumento constante das emissões de resíduos, que passaram de 2.437 para 3.187 tCO₂e entre 2010 e 2024 (+30,8%), sugerindo que a ampliação da cobertura ainda não veio acompanhada de tratamento adequado ou redução na geração per capita, mesmo com valor abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e).

O balanço de emissões totais de GEE é favorável: 137.951 tCO₂e em 2024, queda de 17,2% frente a 2010 e próximo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), com percentil 50. As emissões de energia, no entanto, cresceram 21,6% no período, chegando a 9.420 tCO₂e em 2024, tendência que merece monitoramento, ainda que a potência hidráulica instalada (2 MW, percentil 28) indique matriz local com alguma capacidade de geração renovável, bem abaixo da mediana nacional (10 MW).

Por fim, os registros hidrológicos de 2016 chamam atenção: 7 ocorrências de cheia (percentil 99) e 5 de seca (percentil 76) colocam o município entre os mais expostos a eventos extremos do país, o que reforça a necessidade de integrar planejamento de saneamento, drenagem e gestão de risco climático nas políticas municipais, especialmente diante da reversão recente na cobertura de água e do aumento persistente das emissões ligadas a energia e resíduos.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

63.3%

2024

36
3.7% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

28.9%

2024

51
19.8% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

85.3%

2022

67
3.7% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

7.4%

2022

68
58.3% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

2 MW

Hidráulica

Potência hidráulica

ANEEL (SIGA)

2 MW

2024

28
121.2% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

137.951 tCO₂e

2024

50
17.2% no período

Emissões de resíduos

SEEG

3.187 tCO₂e

2024

73
30.8% no período

Emissões de energia

SEEG

9.420 tCO₂e

2024

66
21.6% no período

Registros de cheia

ANA

7

2016

1
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

5

2016

24
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.