Rio do PiresBA

10.801 habitantes · IBGE 2926905

IA

Resumo socioambiental

Rio do Pires/BA apresenta indicadores de saneamento básico consistentemente abaixo dos parâmetros nacionais, configurando o principal desafio socioambiental do município. A cobertura de água atingiu 50,6% em 2024, muito aquém da mediana nacional (73,2%) e da média estadual (83,0%), posicionando o município no percentil 21. A coleta de esgoto é ainda mais crítica, com apenas 28,0% de cobertura (mediana nacional: 59,9%; percentil 21), e o tratamento de esgoto alcança 27,8%, ligeiramente abaixo da mediana nacional (33,3%), mas próximo do percentil 47. Chama atenção que a perda de água no sistema de distribuição saltou de 6,9% em 2010 para 24,8% em 2024 — alta de 257,5% no período —, embora ainda esteja abaixo da mediana nacional (29,1%) e da UF (34,5%), sugerindo ineficiência operacional crescente que pode comprometer os ganhos recentes de cobertura.

Do ponto de vista domiciliar, o quadro reforça a fragilidade do saneamento: apenas 55,0% dos domicílios têm coleta de resíduos (Censo 2022), ante mediana nacional de 76,9%, e 37,5% dos domicílios ainda têm destino inadequado de resíduos — mais que o dobro da mediana nacional (14,9%) e do valor estadual (17,1%), colocando o município no percentil 83 (pior situação relativa). Apesar da melhora histórica (queda de 22,5% desde 2010), o indicador permanece elevado e ajuda a explicar por que as emissões de resíduos cresceram 22,8% entre 2010 e 2024, atingindo 4.072 tCO₂e — ainda assim abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e).

No balanço geral de emissões de GEE, Rio do Pires está em posição relativamente favorável, com 20.677 tCO₂e em 2024 (percentil 8, entre os mais baixos do país) e queda de 38,9% desde 2010, embora a série mostre grande volatilidade, com pico atípico em 2021 (64.500 tCO₂e). O destaque negativo é o setor de energia, cujas emissões mais que dobraram no período (+168,1%), chegando a 8.992 tCO₂e em 2024 — um crescimento que merece monitoramento, ainda que o município permaneça abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e).

Quanto a eventos hidrológicos, o único registro disponível (2016) indica ausência de cheias, mas 11 registros de seca observada, no contexto de um estado com forte incidência de estiagem (percentil 88 nacional). A combinação de baixa cobertura de água e esgoto com histórico de seca reforça a vulnerabilidade hídrica do município, sugerindo que investimentos em infraestrutura de saneamento devem ser priorizados tanto para reduzir perdas quanto para ampliar resiliência climática.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

50.6%

2024

21
7.9% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

28.0%

2024

21
0.0% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

27.8%

2024

47
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

24.8%

2024

62
257.5% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

55.0%

2022

20
6.5% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

37.5%

2022

17
22.5% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

20.677 tCO₂e

2024

92
38.9% no período

Emissões de resíduos

SEEG

4.072 tCO₂e

2024

65
22.8% no período

Emissões de energia

SEEG

8.992 tCO₂e

2024

67
168.1% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

11

2016

12
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.