Rio do SulSC
76.390 habitantes · IBGE 4214805
Resumo socioambiental
Rio do Sul/SC apresenta infraestrutura de saneamento sólida, mas convive com perdas de água elevadas e uma trajetória preocupante de emissões de gases de efeito estufa. A cobertura de água atingiu 100,0% em 2022, superando a mediana nacional (76,5%) e a média catarinense (90,1%), colocando o município no percentil 100. Já a coleta de resíduos domiciliares alcançou 95,8% em 2022, com destino inadequado residual de apenas 0,5%, muito abaixo da mediana nacional (14,9%) e da UF (3,2%). Por outro lado, a perda de água na distribuição chegou a 41,1% em 2022 — patamar bem acima da mediana nacional (29,9%) e da UF (34,6%), posicionando o município no percentil 73, ou seja, entre os piores do país nesse quesito, apesar de ter caído 13,8% desde 2008.
O quadro de emissões é o ponto mais crítico do dossiê. As emissões totais de GEE somaram 416.047 tCO₂e em 2024, com alta de 25,5% desde 2010, situando o município no percentil 77 nacional. O setor de energia é o principal responsável, com 322.073 tCO₂e (percentil 93) e crescimento de 58,7% no período, refletindo o aumento do consumo energético local. As emissões de resíduos também cresceram de forma expressiva, atingindo 57.671 tCO₂e em 2024 (+45,7% desde 2010, percentil 94) — um crescimento que contrasta com o bom desempenho em coleta e destinação adequada de resíduos, sugerindo que o avanço da cobertura não foi acompanhado por tratamento ou destinação de baixa emissão, e sim por aumento de volume gerado.
Do lado positivo, a capacidade fotovoltaica instalada saltou de 143 kW (2021) para 908 kW em 2022, mantendo-se estável até 2024, no percentil 50 nacional — um avanço relevante, mas ainda insuficiente para compensar o crescimento das emissões de energia. A infraestrutura de destinação de resíduos, com apenas 1 unidade licenciada (2025), ficou estagnada e distante da média estadual de 58 unidades, indicador que merece atenção dos gestores diante do crescimento das emissões do setor.
Em síntese, Rio do Sul combina indicadores de acesso a serviços básicos acima da média nacional com desafios estruturais em eficiência hídrica e mitigação de emissões, sobretudo nos setores de energia e resíduos, que crescem em ritmo mais acelerado que a expansão da cobertura de infraestrutura.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
90.7%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
4.3%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
1.7%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
40.6%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
95.8%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
0.5%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2025
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
908 kW
Potência solar
ANEEL (SIGA)
908 kW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Usinas solares (legado)
ANEEL (SIGA)
908 kW
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
416.047 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
57.671 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
322.073 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
8
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
2
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
