Rio dos ÍndiosRS

2.874 habitantes · IBGE 4315552

IA

Resumo socioambiental

Rio dos Índios/RS apresenta um quadro de saneamento básico crítico, muito abaixo dos padrões nacionais. A cobertura de água atingiu apenas 19,1% dos domicílios em 2022, contra mediana nacional de 76,5% e média gaúcha de 88,1% — colocando o município no percentil 3 do país. A coleta de esgoto é igualmente incipiente, alcançando 29,6% dos domicílios (2022), também muito aquém da mediana nacional (76,9%) e da UF (82,7%). Como consequência direta, o destino inadequado de dejetos atinge 67,4% dos domicílios, valor extremo que posiciona o município no percentil 99 nacional (pior faixa), frente a uma mediana de 14,9% e apenas 4,5% no Rio Grande do Sul. Essa lacuna estrutural de infraestrutura sanitária representa o principal desafio socioambiental do município.

Por outro lado, a perda de água na distribuição mostrou melhora expressiva, caindo de 43,6% (2008) para 11,8% em 2022, uma redução de 72,8% no período, com desempenho superior à mediana nacional (29,9%) e à média estadual (36,5%), situando o município no percentil 9 (melhores posições). Esse ganho de eficiência operacional, no entanto, não foi acompanhado por expansão proporcional da cobertura de água e esgoto, sugerindo que os investimentos concentraram-se na rede já existente, sem ampliação do acesso à população.

No âmbito climático, as emissões totais de GEE caíram de 81.353 tCO₂e (2010) para 47.462 tCO₂e em 2024, queda de 41,7%, com valor abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 20. As emissões de energia também recuaram fortemente, de 3.045 para 1.542 tCO₂e (-49,4%), refletindo possivelmente redução de atividades intensivas ou eficiência energética. Já as emissões de resíduos seguiram trajetória oposta, crescendo 29,2% no período (de 1.011 para 1.306 tCO₂e), movimento coerente com a precariedade do saneamento e do manejo de dejetos identificada acima — o baixo índice de coleta de esgoto e o alto percentual de destino inadequado tendem a pressionar essa categoria de emissões ao longo do tempo.

Quanto a eventos hidrológicos extremos, o único registro disponível (2016) aponta 1 ocorrência de cheia e 6 de seca, ambos posicionando o município acima da mediana nacional (zero em ambos os casos), embora a série histórica limitada a um único ano restrinja conclusões sobre tendência. Diante desse cenário, a prioridade de gestão deve recair sobre a ampliação da cobertura de água e esgoto, dado que a infraestrutura sanitária deficiente é o gargalo mais crítico e com potencial de agravar tanto indicadores de saúde pública quanto as emissões associadas a resíduos.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

18.9%

2024

3
7.4% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

11.9%

2024

92
4.1% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

29.6%

2022

3
27.8% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

67.4%

2022

1
12.3% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

47.462 tCO₂e

2024

80
41.7% no período

Emissões de resíduos

SEEG

1.306 tCO₂e

2024

96
29.2% no período

Emissões de energia

SEEG

1.542 tCO₂e

2024

96
49.4% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

6

2016

21
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.