Rio MansoMG

5.727 habitantes · IBGE 3155306

IA

Resumo socioambiental

Rio Manso apresenta cobertura de água de 52,9% em 2022, bastante abaixo da mediana nacional (76,5%) e do valor médio mineiro (84,3%), posicionando o município apenas no percentil 23 do país. Mais grave é a trajetória: houve queda de -38,8% desde 2008, quando a cobertura chegava a 86,3% — uma perda expressiva de acesso ao longo de mais de uma década, sem sinais de recuperação. A perda de água na distribuição, embora tenha piorado 15,2% no período e chegado a 19,4% em 2022, ainda é comparativamente menor que a mediana nacional (29,9%) e a mineira (35,0%), sugerindo que o problema do município está mais na cobertura do serviço do que na eficiência da rede existente.

Na gestão de resíduos sólidos, o quadro é mais favorável. A coleta domiciliar atingiu 81,0% em 2022, superando a mediana nacional (76,9%) e evoluindo consistentemente desde 2010 (71,4%), embora ainda abaixo da média estadual (86,1%). O destino inadequado de resíduos caiu de forma acentuada, de 28,6% para 6,6% entre 2010 e 2022 (-77,0%), ficando próximo do valor mineiro (7,4%) e melhor que a mediana do país (14,9%). Chama atenção, contudo, a existência de apenas 1 unidade de destinação registrada no CTF-IBAMA (2020), igual à mediana nacional, mas irrisória frente às 135 unidades do estado — o que pode indicar dependência de estruturas externas ao município para tratamento final.

No campo climático, as emissões totais de GEE somaram 78.027 tCO₂e em 2024, valor abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), posicionando o município no percentil 33. Entretanto, o crescimento acumulado desde 2010 foi de +116,7%, impulsionado principalmente pelo setor de energia, que saltou de 7.889 para 54.719 tCO₂e (+593,6%) e hoje representa a maior parcela das emissões municipais, superando inclusive a mediana nacional para essa fonte (18.929 tCO₂e) e alcançando o percentil 71. As emissões de resíduos também cresceram (+67,0%, para 3.495 tCO₂e), acompanhando a evolução da coleta domiciliar — um reflexo esperado do maior volume de resíduos formalmente coletados e destinados, ainda que abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e).

Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados pela ANA para o município em 2016, o que não permite avaliar riscos hidroclimáticos recentes. Em síntese, Rio Manso avançou de forma notável na gestão de resíduos sólidos, mas enfrenta um retrocesso estrutural no abastecimento de água, além de um crescimento expressivo das emissões ligadas à energia, que merece atenção prioritária dos gestores locais.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

68.2%

2024

43
28.1% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

12.8%

2024

91
27.7% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

81.0%

2022

58
13.5% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

6.6%

2022

70
77.0% no período

Unidades de destinação

IBAMA (CTF-APP)

1

2020

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

78.027 tCO₂e

2024

67
116.7% no período

Emissões de resíduos

SEEG

3.495 tCO₂e

2024

70
67.0% no período

Emissões de energia

SEEG

54.719 tCO₂e

2024

29
593.6% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.