Rio Novo do SulES
11.479 habitantes · IBGE 3204401
Resumo socioambiental
Rio Novo do Sul apresenta um quadro de saneamento básico abaixo dos parâmetros nacionais e estaduais, com sinais de estagnação em áreas críticas. A cobertura de água atingiu 59,2% em 2022, resultado que representa um salto em relação aos anos anteriores (que oscilavam próximo a 50%), mas ainda fica muito aquém da mediana nacional (76,5%) e da média capixaba (83,5%), posicionando o município no percentil 29 do país. Situação mais preocupante é o tratamento de esgoto, que caiu para 0,0% em 2015 — revertendo os 40,5% registrados em 2010 —, mesmo com a coleta de esgoto tendo alcançado 99,6% no mesmo ano. Esse descompasso entre alta coleta e nulo tratamento indica que o esgoto captado provavelmente é lançado sem tratamento, um risco direto à qualidade dos corpos hídricos locais.
Do lado dos resíduos sólidos, o dado mais recente do Censo (2022) mostra retrocesso: a cobertura de coleta domiciliar caiu para 62,9%, ante 89,8% em 2010, ficando abaixo da mediana nacional (76,9%) e do percentil 29. Por outro lado, o percentual de destino inadequado de resíduos foi reduzido a 3,8% em 2022 (ante 10,2% em 2010), valor bem melhor que a mediana nacional (14,9%), embora ainda acima da média do Espírito Santo (6,9%). Essa aparente contradição — menos cobertura de coleta, mas menos destino inadequado — sugere que parte da população pode estar utilizando soluções alternativas de descarte não necessariamente classificadas como inadequadas nos critérios do Censo, mas que merecem investigação local.
Em relação às perdas de água, o índice de 27,7% em 2022 está próximo da mediana nacional (29,9%) e da média estadual (29,0%), indicando desempenho mediano após anos de melhoria (chegou a 17,6% em 2020) seguidos de reversão parcial. As emissões totais de GEE caíram significativamente para 68.390 tCO₂e em 2024, uma redução de 33,3% frente a 2010, mostrando trajetória favorável e abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e). Contudo, essa melhora é puxada pela queda expressiva das emissões de energia entre 2018 e 2021, seguida de forte recuperação (alta de 143,8% desde 2010, chegando a 23.518 tCO₂e em 2024) e por um aumento de 19% nas emissões de resíduos (6.398 tCO₂e), que superou a mediana nacional (6.191 tCO₂e) — coerente com a fragilidade identificada na gestão de resíduos sólidos do município.
Do ponto de vista hídrico, o município registrou eventos de cheia (1 registro) e seca (2 registros) em 2016, ambos abaixo da média estadual, mas indicando vulnerabilidade climática que reforça a importância de investimentos em infraestrutura de água e esgoto. Em síntese, Rio Novo do Sul avançou na redução de emissões totais e no controle de perdas de água, mas enfrenta desafios estruturais expressivos no tratamento de esgoto e na cobertura de coleta de resíduos, áreas que demandam atenção prioritária dos gestores locais para alin
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
61.0%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
99.6%
2015
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2015
Perda de água
SNIS/SINISA
24.4%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
62.9%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
3.8%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
2 MW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
2 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
68.390 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
6.398 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
23.518 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
2
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
