Rio ParanaíbaMG
15.143 habitantes · IBGE 3155504
Resumo socioambiental
Rio Paranaíba/MG apresenta um quadro socioambiental preocupante, com deterioração recente nos serviços de saneamento básico. A cobertura de água caiu para 52,6% em 2022, após permanecer estável em torno de 61% por mais de uma década — uma queda de 22,3% apenas no último ano registrado, posicionando o município no percentil 22 nacional, bem abaixo da mediana brasileira (76,5%) e da média mineira (84,3%). Mais grave é o colapso no tratamento de esgoto: de 86,3% em 2011 para 0,0% em 2022, apesar de o município manter 7 ETEs instaladas (acima da mediana nacional de 1 unidade) e 100% de coleta declarada em 2011. Esse descompasso entre infraestrutura instalada e operação efetiva sugere falha de gestão ou manutenção, não de investimento em ativos.
Por outro lado, alguns indicadores mostram evolução positiva: a perda de água caiu para 15,4% em 2022, patamar bem melhor que a mediana nacional (29,9%) e estadual (35,0%), colocando o município no percentil 14 (quanto menor, melhor). Os domicílios com coleta de resíduos também avançaram significativamente, de 68,1% (2010) para 84,6% (2022), e o destino inadequado de resíduos caiu de 31,9% para 13,9% no mesmo período, aproximando-se da mediana nacional (14,9%). Esses ganhos em gestão de resíduos sólidos, contudo, não se refletem nas emissões: as emissões de resíduos cresceram 77,9% entre 2010 e 2024, atingindo 14.330 tCO₂e, acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e) e no percentil 76 — indicando que a ampliação da coleta não veio acompanhada de destinação com menor pegada de carbono (como tratamento adequado ou aproveitamento energético).
O quadro de emissões totais é o ponto mais crítico do dossiê. As emissões de GEE do município somaram 430.078 tCO₂e em 2024, um salto de 32,2% desde 2010, situando Rio Paranaíba no percentil 77 nacional — muito acima da mediana brasileira (138.513 tCO₂e). O principal motor desse crescimento foi o setor de energia, cujas emissões triplicaram (+203%) na década, de 24.057 para 72.894 tCO₂e, também no percentil 76. Essa trajetória ascendente, combinada ao retrocesso no tratamento de esgoto, exige atenção prioritária dos gestores locais, sobretudo diante da ausência de registros de eventos extremos (cheias e secas) reportados na série disponível, o que pode refletir tanto ausência real de ocorrências quanto lacunas de monitoramento.
Em síntese, o município combina ganhos pontuais em eficiência hídrica e gestão de resíduos domiciliares com retrocessos estruturais graves em tratamento de esgoto e crescimento acelerado de emissões, sobretudo energéticas — um cenário que demanda investimento urgente em retomada operacional das ETEs existentes e controle das fontes de emissão para reverter a tendência de deterioração ambiental.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
57.2%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
77.0%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
7
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
10.3%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
84.6%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
13.9%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
430.078 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
14.330 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
72.894 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
