Rio Pardo de MinasMG
29.123 habitantes · IBGE 3155603
Resumo socioambiental
Rio Pardo de Minas/MG apresenta déficit estrutural grave em saneamento básico, com indicadores muito abaixo dos padrões nacionais. A cobertura de água atinge apenas 38,5% (2022), bem inferior à mediana brasileira de 76,5% e à média mineira de 84,3%, posicionando o município no percentil 10 do país — ou seja, entre os piores do Brasil. A coleta de esgoto está em 33,5% (2021) e o tratamento em 31,1% (2022), ambos abaixo das medianas nacionais (87,8% e 37,7%, respectivamente), embora o tratamento esteja relativamente mais próximo do padrão nacional (percentil 47) do que a coleta (percentil 18). Chama atenção que o município opera com apenas 1 ETE (2020), no mesmo nível da mediana nacional, mas muito distante da capacidade instalada em Minas Gerais (399 unidades).
O quadro se agrava quando se observa a destino inadequado de resíduos domiciliares, que afeta 53,4% dos domicílios (2022) — quase quatro vezes a mediana nacional (14,9%) e sete vezes o valor mineiro (7,4%), colocando o município no percentil 94, entre as piores situações do país. Essa deficiência de gestão de resíduos se reflete nas emissões de GEE do setor, que somaram 11.378 tCO₂e em 2024, quase o dobro da mediana nacional (6.191 tCO₂e) e em trajetória de crescimento (+17,6% desde 2010), evidenciando a ausência de soluções adequadas de destinação final.
A perda de água na distribuição chegou a 24,6% em 2022, com melhora recente frente ao pico de 29,9% (2019), mas ainda represents desperdício significativo em um contexto de baixa cobertura — o que sugere que os investimentos em expansão do sistema devem vir acompanhados de reparos na rede existente. As emissões totais de GEE caíram para 273.415 tCO₂e em 2024 (-21,8% desde 2010), porém com forte volatilidade histórica, enquanto as emissões de energia cresceram 65,4% no período, aproximando-se do percentil 55 nacional e sinalizando pressão crescente do setor energético sobre o balanço de emissões municipal.
Os registros hidrológicos de 2016 mostram exposição a eventos extremos: 2 ocorrências de cheia e 13 de seca, ambos muito acima da mediana nacional (zero em ambos os casos), reforçando a vulnerabilidade climática do município. Em síntese, Rio Pardo de Minas enfrenta desafios simultâneos e interligados — baixa cobertura de água e esgoto, destinação inadequada de resíduos, perdas hídricas elevadas e exposição a extremos climáticos — que demandam priorização de investimentos em saneamento básico como eixo central de qualquer estratégia socioambiental municipal.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
38.3%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
16.3%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
33.3%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
21.9%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
46.1%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
53.4%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
273.415 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
11.378 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
23.551 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
2
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
13
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
