Rio PardoRS

35.666 habitantes · IBGE 4315701

IA

Resumo socioambiental

Rio Pardo/RS apresenta o quadro mais crítico no saneamento de esgoto: a coleta despencou de 100% em 2015 para apenas 1,8% em 2024, uma queda de 98,1%, posicionando o município no percentil 2 nacional (mediana Brasil: 59,9%; UF: 47,8%). O tratamento de esgoto, em 1,3% (2024), também está muito abaixo da mediana nacional (33,3%) e da UF (30,1%). Esse colapso na infraestrutura de esgotamento sanitário é coerente com o aumento nas emissões de resíduos, que subiram 24,4% desde 2010, atingindo 18.224 tCO₂e em 2024 — acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e) e no percentil 81, sugerindo que parte do esgoto não coletado ou tratado pode estar gerando emissões adicionais por decomposição inadequada.

O abastecimento de água também mostra fragilidade operacional: a cobertura está em 70,2% (2024), próxima da mediana nacional (73,2%) mas abaixo da UF (86,2%), enquanto a perda de água saltou para 47,6%, um aumento de 44% desde 2010 e bem acima da mediana nacional (29,1%) e da UF (39,4%), colocando o município no percentil 81 — ou seja, entre os piores do país nesse quesito. Essa combinação de alta perda hídrica com queda abrupta na coleta de esgoto indica possível deterioração da rede de saneamento e ausência de investimentos consistentes na manutenção da infraestrutura.

Do lado domiciliar, o Censo mostra queda expressiva na coleta de resíduos (de 88,9% em 2010 para 58,3% em 2022, percentil 24), embora o destino inadequado tenha diminuído para 7,2%, ainda melhor que a mediana nacional (14,9%), mas pior que a UF (4,5%).

Nas emissões totais de GEE, Rio Pardo soma 1.242.092 tCO₂e em 2024, com alta de 40,2% frente a 2010 e concentração no percentil 91 nacional — impulsionada também pelo setor de energia, que cresceu 37,4% no período, chegando a 68.215 tCO₂e (percentil 75). Os registros de eventos extremos (2016), com 3 cheias e 4 secas, embora datados, situam o município em percentis elevados (93 e 72, respectivamente), reforçando a exposição a riscos climáticos que se soma à fragilidade estrutural do saneamento e ao crescimento das emissões.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

70.2%

2024

46
8.0% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

1.8%

2024

2
98.1% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

1.3%

2024

25

Perda de água

SNIS/SINISA

47.6%

2024

19
44.0% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

58.3%

2022

24
34.4% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

7.2%

2022

68
35.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

1.242.092 tCO₂e

2024

9
40.2% no período

Emissões de resíduos

SEEG

18.224 tCO₂e

2024

19
24.4% no período

Emissões de energia

SEEG

68.215 tCO₂e

2024

25
37.4% no período

Registros de cheia

ANA

3

2016

7
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

4

2016

28
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.