Rio PiracicabaMG
15.001 habitantes · IBGE 3155702
Resumo socioambiental
Rio Piracicaba/MG apresenta um quadro socioambiental de contrastes marcantes entre saneamento e meio ambiente. A cobertura de água atingiu 71,1% em 2022, com queda de 16% desde 2008, posicionando o município abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média mineira (84,3%), no percentil 43. Já a coleta de esgoto é universalizada, com 100% em 2021, superando a mediana do país (87,8%) e da UF (85,0%), no percentil 100 — resultado expressivo. Contudo, esse avanço na coleta não se traduz em qualidade ambiental: o tratamento de esgoto é 0,0% em 2022, muito abaixo da mediana nacional (37,7%) e mineira (44,5%), evidenciando que todo o esgoto coletado é lançado sem tratamento, com apenas 1 ETE registrada em 2020.
As perdas de água seguem elevadas, em 39,7% (2022), acima da mediana nacional (29,9%) e da UF (35,0%), no percentil 71 — indicando ineficiência na distribuição que pressiona ainda mais a já baixa cobertura. Por outro lado, os indicadores de resíduos domiciliares mostram evolução positiva: a coleta atinge 88,8% dos domicílios (2022), acima da mediana nacional (76,9%), e o destino inadequado caiu para 6,3%, uma redução de 53,4% desde 2010, ficando abaixo da mediana do país (14,9%), ainda que ligeiramente inferior à média mineira (7,4%).
No âmbito climático, as emissões totais de GEE saltaram para 456.783 tCO₂e em 2024, alta de 249,5% em relação a 2010, colocando o município no percentil 78 nacional — um salto abrupto que contrasta com a queda das emissões de energia (-54,2%, para 30.647 tCO₂e). As emissões de resíduos, por sua vez, cresceram 23,2% desde 2010, alcançando 9.247 tCO₂e (2024), acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e), o que dialoga com a ausência de tratamento de esgoto e reforça a pressão ambiental do setor de saneamento sobre o balanço de emissões municipal.
Em síntese, Rio Piracicaba avançou significativamente na universalização da coleta de esgoto e na gestão de resíduos sólidos domiciliares, mas enfrenta desafios estruturais na cobertura e perdas de água, e sobretudo na ausência total de tratamento de esgoto, que compromete os ganhos da coleta. O expressivo aumento recente das emissões de GEE, somado ao histórico de eventos de cheia (3 registros em 2016, acima da mediana nacional), reforça a necessidade de investimentos direcionados a estações de tratamento e à redução de perdas na rede de abastecimento.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
68.0%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
98.7%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
36.4%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
88.8%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
6.3%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2019
Clima
Emissões de GEE
SEEG
456.783 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
9.247 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
30.647 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
3
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
