Rio QuenteGO

3.994 habitantes · IBGE 5218789

IA

Resumo socioambiental

Rio Quente/GO apresenta um perfil socioambiental misto, com destaque positivo no abastecimento de água e fragilidade estrutural no saneamento de esgoto. A cobertura de água atingiu 100,0% em 2022, superando a mediana nacional (76,5%) e a média estadual (89,1%), colocando o município no percentil 100 do país. As perdas de água, contudo, saltaram de patamares residuais em 2016-2018 para 17,7% em 2022, uma variação expressiva, embora ainda abaixo da mediana nacional (29,9%) e da média de Goiás (27,8%), sinalizando ponto de atenção operacional na rede.

O saneamento de esgoto é o principal gargalo do município. A coleta atingiu apenas 28,4% em 2021, muito aquém da mediana nacional (87,8%) e do patamar estadual (74,3%), posicionando Rio Quente no percentil 16 — entre os piores do país nesse quesito. O tratamento de esgoto, embora tenha evoluído para 42,8% em 2022 (percentil 53, acima da mediana nacional de 37,7%), ainda está distante da média goiana (66,0%). Essa combinação — baixa coleta com tratamento mediano — indica que a maior parte dos efluentes domiciliares não chega às estações de tratamento, com apenas 1 ETE registrada no município (2020), igual à mediana nacional, mas muito inferior às 93 unidades médias do estado.

Na gestão de resíduos sólidos, o quadro é mais favorável: o destino inadequado de domicílios caiu para 5,5% em 2022 (queda de 48,6% desde 2010), equiparando-se à média estadual e bem abaixo da mediana nacional (14,9%). Ainda assim, as emissões de GEE por resíduos cresceram 67,4% entre 2010 e 2024, atingindo 2.976 tCO₂e — abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e), mas em trajetória ascendente que contrasta com a melhoria da destinação domiciliar, sugerindo aumento do volume gerado por outras fontes (comercial/turística, dado o perfil econômico do município).

No balanço geral de emissões, Rio Quente reduziu suas emissões totais de GEE em 66,8% entre 2010 e 2024 (de 230.504 para 76.638 tCO₂e), ficando abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e, percentil 32). As emissões de energia também recuaram 5,5% no período, reforçando uma tendência favorável de descarbonização. Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados pela ANA em 2016. Em síntese, o município avançou em água e emissões, mas o déficit de coleta e tratamento de esgoto representa o principal desafio a ser enfrentado pela gestão local, com potencial impacto ambiental e sanitário se não acompanhado do crescimento populacional e turístico da região.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

87.1%

2024

72
1.6% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

29.0%

2024

22
24.5% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

33.8%

2024

50
2.2% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

35.1%

2024

37
12900.0% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

85.8%

2022

68
4.0% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

5.5%

2022

74
48.6% no período

Unidades de destinação

IBAMA (CTF-APP)

1

2022

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

76.638 tCO₂e

2024

68
66.8% no período

Emissões de resíduos

SEEG

2.976 tCO₂e

2024

76
67.4% no período

Emissões de energia

SEEG

10.866 tCO₂e

2024

62
5.5% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.