Rio RealBA

36.997 habitantes · IBGE 2927002

IA

Resumo socioambiental

Rio Real/BA apresenta um quadro de saneamento em melhoria consistente, mas com desafios ambientais crescentes que merecem atenção dos gestores. A cobertura de água atingiu 77,8% em 2022, avanço de 18,9% desde 2008, superando a mediana nacional (76,5%) e posicionando o município no percentil 52, ainda que abaixo da média da Bahia (80,7%). Mais expressiva é a redução da perda de água, que caiu de 18,1% (2008) para 12,6% (2022) — bem inferior à mediana nacional (29,9%) e à UF (35,0%), colocando o município no percentil 10, entre os melhores desempenhos do país nesse indicador.

Na coleta de resíduos domiciliares, o município evoluiu de 60,8% (2010) para 81,0% (2022), superando a mediana nacional (76,9%) e a média estadual (69,0%). Consequentemente, o destino inadequado de resíduos caiu de 39,3% para 16,3% no mesmo período, redução de 58,5%, embora o indicador ainda esteja ligeiramente acima da mediana nacional (14,9%) e próximo da média baiana (17,1%). Essa melhora na gestão de resíduos, contudo, não se refletiu nas emissões associadas: as emissões de resíduos cresceram 69,0% entre 2010 e 2024, chegando a 18.542 tCO₂e, valor muito acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e), posicionando o município no percentil 82 — um contraste que sugere que o aumento da cobertura de coleta ainda não veio acompanhado de tratamento ou destinação com menor pegada de carbono.

O panorama de emissões totais de GEE é o ponto de maior atenção: o município saltou de 241.673 tCO₂e (2010) para 348.275 tCO₂e (2024), alta de 44,1%, situando-se no percentil 73 nacional. O crescimento mais alarmante vem do setor de energia, que multiplicou suas emissões em quase quatro vezes (+275,2%) no período, atingindo 97.228 tCO₂e em 2024, muito acima da mediana nacional (18.929 tCO₂e). Essa trajetória indica pressão crescente sobre a matriz energética local e reforça a necessidade de políticas de eficiência e transição energética.

Quanto a eventos hidrológicos extremos, os dados de 2016 registram ausência de cheias (0 registros, igual à mediana nacional) e apenas 2 registros de seca observada, valor muito inferior à média estadual (2.159), sugerindo menor exposição relativa a esse tipo de evento no período analisado, embora a defasagem temporal desses dados limite conclusões mais recentes.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

84.0%

2024

67
18.9% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

21.2%

2024

72
8.5% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

81.0%

2022

58
33.2% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

16.3%

2022

47
58.5% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

348.275 tCO₂e

2024

27
44.1% no período

Emissões de resíduos

SEEG

18.542 tCO₂e

2024

18
69.0% no período

Emissões de energia

SEEG

97.228 tCO₂e

2024

19
275.2% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

2

2016

36
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.