Rio SonoTO
4.798 habitantes · IBGE 1718758
Resumo socioambiental
Rio Sono/TO apresenta um quadro de saneamento básico significativamente abaixo dos padrões nacionais. A cobertura de água atingiu 46,9% em 2022, patamar que representa apenas o percentil 17 nacional, muito distante da mediana brasileira de 76,5% e da média estadual de 86,6%. Embora a série histórica mostre avanço de +25,3% desde 2009, o crescimento tem sido irregular, com estagnação e até recuos em anos recentes, indicando que a expansão da rede não acompanhou o ritmo necessário para aproximar o município dos padrões do Tocantins.
A situação do esgotamento sanitário é o ponto mais crítico do dossiê. Apenas 49,3% dos domicílios possuem coleta de esgoto (2022), e mais preocupante: 42,1% dos domicílios têm destino inadequado de dejetos, taxa quase três vezes superior à mediana nacional de 14,9%, posicionando o município no percentil 87 (entre os piores do país). O município conta com apenas 1 ETE, mesmo número da mediana nacional, mas claramente insuficiente diante do déficit de coleta. Por outro lado, a perda de água na distribuição (22,6% em 2022) está melhor que a mediana nacional (29,9%) e mostra tendência de queda (-33,2% desde 2009), sugerindo que a gestão da rede existente é relativamente eficiente, mesmo com baixa cobertura.
No eixo climático, as emissões totais de GEE saltaram para 3,26 milhões de tCO₂e em 2024, com alta de +24,1% frente a 2010, mas ainda abaixo do pico atípico de 2023 (7,43 milhões tCO₂e). O valor está muito acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), colocando o município no percentil 97 — reflexo provável de mudança de uso da terra, típica de municípios do bioma Cerrado/Amazônia. Em contraste, as emissões de resíduos vêm caindo consistentemente (-11,2% desde 2010, para 2.333 tCO₂e em 2024), abaixo da mediana nacional, o que é coerente com a baixa cobertura de coleta de esgoto e resíduos — ou seja, menor emissão nesse setor pode refletir menor tratamento formal, não necessariamente eficiência ambiental. As emissões de energia, embora pequenas em volume absoluto (4.211 tCO₂e), cresceram +43,2% no período, indicando tendência de alta a ser monitorada.
Em síntese, Rio Sono enfrenta um desafio estrutural de saneamento — sobretudo em esgotamento sanitário — que exige investimento prioritário, dado o risco sanitário associado ao alto percentual de destino inadequado de dejetos. Paralelamente, o expressivo volume de emissões de GEE, associado ao uso da terra, e a tendência de crescimento das emissões de energia demandam atenção da gestão ambiental local, ainda que os indicadores de perda de água e resíduos sólidos mostrem trajetória favorável.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
51.7%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
16.6%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
49.3%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
42.1%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
3.262.342 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
2.333 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
4.211 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
