Rio TintoPB

25.394 habitantes · IBGE 2512903

IA

Resumo socioambiental

Rio Tinto/PB apresenta quadro socioambiental preocupante, com destaque para o colapso no acesso à água tratada: a cobertura caiu para 23,0% em 2024, uma queda de -58,8% desde 2010 e muito abaixo da mediana nacional (73,2%) e da média estadual (59,5%), posicionando o município no percentil 4 do país — ou seja, entre os piores do Brasil nesse quesito. Paradoxalmente, a perda de água na distribuição subiu para 42,4% em 2024 (percentil 75, pior que a mediana nacional de 29,1%), indicando que, mesmo com pouca água chegando à população, parte relevante do que é tratado se perde no sistema, sinalizando problemas graves de infraestrutura e gestão operacional do serviço de saneamento.

No saneamento básico domiciliar, a coleta de esgoto atingiu 66,2% dos domicílios em 2022, evolução de +13,6% frente a 2010, mas ainda inferior à mediana nacional (76,9%) e à média da Paraíba (79,6%), classificando o município no percentil 33. O destino inadequado de dejetos, embora tenha caído significativamente (-38,0% desde 2010), ainda atinge 25,9% dos domicílios em 2022, valor acima da mediana nacional (14,9%) e da UF (15,4%), reforçando que parte da população permanece exposta a riscos sanitários associados ao esgotamento inadequado.

Do ponto de vista climático, as emissões totais de GEE somaram 74.522 tCO₂e em 2024, com alta de +123,5% desde 2010, embora ainda abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), colocando o município no percentil 32. Contudo, as emissões de energia cresceram de forma acentuada (+323,0%), alcançando 47.900 tCO₂e e superando a mediana nacional (18.929 tCO₂e), assim como as emissões de resíduos, que subiram para 9.407 tCO₂e (+83,1%), também acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e) e no percentil 64. Esse crescimento nas emissões de resíduos guarda relação direta com o cenário sanitário: a persistência de destinação inadequada de dejetos e a baixa cobertura de coleta de esgoto contribuem para a geração de gases de efeito estufa no setor.

Em síntese, Rio Tinto enfrenta uma combinação crítica de retrocesso no acesso à água, perdas elevadas na distribuição, saneamento ainda incompleto e trajetória ascendente de emissões, especialmente nos setores de energia e resíduos. Os registros de cheia (2) e seca (7) em 2016, embora datados, reforçam a vulnerabilidade hídrica do município, que exige investimentos urgentes em infraestrutura de saneamento e gestão de recursos hídricos para reverter as tendências negativas observadas na última década.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

23.0%

2024

4
58.8% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

42.4%

2024

25
547.9% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

66.2%

2022

33
13.6% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

25.9%

2022

32
38.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

74.522 tCO₂e

2024

68
123.5% no período

Emissões de resíduos

SEEG

9.407 tCO₂e

2024

36
83.1% no período

Emissões de energia

SEEG

47.900 tCO₂e

2024

31
323.0% no período

Registros de cheia

ANA

2

2016

13
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

7

2016

19
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.