Rio VermelhoMG
12.815 habitantes · IBGE 3156007
Resumo socioambiental
Rio Vermelho/MG apresenta déficit estrutural grave em saneamento básico, com apenas 39,1% de cobertura de água em 2022 — bem abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média mineira (84,3%), posicionando o município no percentil 11 do país. Mais crítico é o tratamento de esgoto, estagnado em 0,0% desde 2016, enquanto a mediana nacional já atinge 37,7%. Ainda que a coleta formal de esgoto seja quase universal (99,9% em 2021, percentil 74), o esgoto coletado não recebe qualquer tratamento antes do descarte, o que compromete diretamente a qualidade dos corpos hídricos locais.
O quadro se agrava quando se olha para os domicílios: apenas 43,8% têm coleta de resíduos (2022), e 51,7% têm destino inadequado de dejetos — quase quatro vezes a mediana nacional (14,9%) e sete vezes a média de Minas Gerais (7,4%), colocando o município no percentil 93, entre os piores do Brasil. Houve melhora de 19 pontos percentuais desde 2010, mas o ritmo é insuficiente para aproximar o município dos padrões estaduais. A perda de água na distribuição, de 22,4% em 2022, é relativamente favorável frente à mediana nacional (29,9%) e à média de MG (35,0%), indicando que o problema central não é a eficiência operacional, mas a baixa cobertura e ausência de tratamento.
No eixo climático, as emissões totais de GEE saltaram para 996.965 tCO₂e em 2024, alta de 81,3% em relação a 2010, com forte oscilação anual sugerindo influência de mudanças no uso da terra e agropecuária, típicas de municípios pequenos do interior. O valor está muito acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 89. As emissões de resíduos, de 6.309 tCO₂e (2024, +28,8% desde 2010), acompanham o crescimento populacional e a ausência de tratamento de esgoto, reforçando a relação entre saneamento deficiente e pressão ambiental. As emissões de energia, embora crescentes (7.902 tCO₂e, +51%), permanecem abaixo da mediana nacional, indicando que o problema emissor do município está mais ligado a uso da terra e resíduos do que à matriz energética.
Em síntese, Rio Vermelho enfrenta um duplo desafio: infraestrutura sanitária muito abaixo do padrão nacional e estadual, com destino inadequado de resíduos afetando mais da metade dos domicílios, e uma trajetória de emissões crescente que exige atenção tanto do poder público quanto de investimentos em tratamento de esgoto e gestão de resíduos sólidos, áreas onde o município está mais distante da média brasileira.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
38.8%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
20.9%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
20.1%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
43.8%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
51.7%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
996.965 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
6.309 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
7.902 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
1
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
