RiolândiaSP
10.453 habitantes · IBGE 3544202
Resumo socioambiental
Riolândia/SP apresenta indicadores de saneamento robustos e acima da mediana nacional. A cobertura de água atingiu 98,3% em 2022, superando tanto a mediana brasileira (76,5%) quanto a média estadual paulista (95,2%), posicionando o município no percentil 84 do país — um salto expressivo frente aos 74,7% registrados em 2021, refletindo investimento recente em ampliação da rede. A coleta de esgoto está em 93,7% (2021) e o tratamento em 93,4% (2022), ambos muito acima da mediana nacional (87,8% e 37,7%, respectivamente), colocando o tratamento no percentil 86. As perdas de água, por sua vez, caíram para 10,6% em 2022 (queda de 40,8% desde 2008), bem abaixo da mediana nacional de 29,9%, indicando gestão eficiente da rede de distribuição.
No âmbito dos resíduos domiciliares, o quadro também é favorável: 93,9% dos domicílios têm coleta regular (2022), e o destino inadequado de resíduos caiu para apenas 2,9%, uma redução de quase 70% desde 2010, embora ainda acima do valor estadual de referência (1,0%). Essa combinação de alta cobertura de coleta e tratamento de esgoto com baixo índice de destinação inadequada sugere infraestrutura sanitária consolidada, o que tende a reduzir riscos de contaminação hídrica e passivos ambientais associados a resíduos sólidos.
Do lado das emissões, o município reduziu suas emissões totais de GEE para 189.102 tCO₂e em 2024, queda de 13,7% desde 2010, mas ainda acima da mediana nacional de 138.513 tCO₂e (percentil 59). Chama atenção o comportamento oposto das emissões de resíduos, que cresceram 19,4% no período, atingindo 8.265 tCO₂e em 2024 — acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e) —, um contraponto ao bom desempenho da coleta e do destino de resíduos domiciliares, sugerindo que o volume gerado (possivelmente atrelado a atividades agroindustriais ou disposição final) segue como fonte relevante de emissões mesmo com boa cobertura de coleta. As emissões de energia, por outro lado, ficaram abaixo da mediana nacional em 2024.
Em síntese, Riolândia consolidou-se como referência em saneamento básico, com indicadores de água e esgoto superiores à média estadual e nacional, mas enfrenta o desafio de conter o crescimento das emissões associadas a resíduos, tema que merece atenção da gestão municipal para equilibrar a expansão dos serviços com a mitigação de impactos climáticos.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
98.3%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
90.4%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
94.6%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
2
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
12.7%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
93.9%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
2.9%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
189.102 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
8.265 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
13.710 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
1
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
