RiquezaSC

4.835 habitantes · IBGE 4215075

IA

Resumo socioambiental

Riqueza/SC apresenta um quadro de saneamento básico ainda aquém dos padrões nacionais e estaduais, embora com trajetória de melhora em alguns indicadores. A cobertura de água atingiu 66,3% em 2022, avanço expressivo de +60,1% desde 2008, mas inferior à mediana nacional (76,5%) e muito distante da média catarinense (90,1%), posicionando o município no percentil 38. A perda de água, por sua vez, caiu para 24,8% em 2022 — queda relevante frente aos 33,8% de 2021 —, ficando abaixo da mediana nacional (29,9%) e da UF (34,6%), o que indica ganho recente de eficiência operacional na rede.

O manejo de resíduos sólidos é o ponto mais crítico do dossiê. Apenas 62,6% dos domicílios têm coleta de lixo (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%) e muito aquém de SC (89,7%). Consistentemente, o destino inadequado de resíduos atinge 31,3% dos domicílios, mais que o dobro da mediana nacional (14,9%) e muito superior ao percentual catarinense (3,2%), colocando o município no percentil 76 — entre os piores do país nesse quesito. Essa deficiência de cobertura, contudo, não se traduz em emissões de resíduos elevadas: os 2.506 tCO₂e de 2024 ficam bem abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e), sugerindo que o problema é mais de acesso e regularidade do serviço do que de volume de emissões associado ao tratamento formal.

Nas emissões totais de GEE, o município registrou 103.210 tCO₂e em 2024, queda de 17,6% em relação a 2010 e abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), refletindo também a redução nas emissões de energia (-37,7%, para 7.667 tCO₂e). Esse recuo recente, no entanto, deve ser lido com cautela diante da volatilidade da série, que chegou a 166.069 tCO₂e em 2022.

Quanto a eventos hidrológicos, os dados de 2016 mostram 2 registros de cheia e 5 de seca, ambos no percentil 76 e 87 nacionalmente — indicando exposição a eventos extremos relativamente maior que a média do país, ainda que a base histórica seja limitada a um único ano. Em conjunto, o dossiê aponta que os investimentos em água tiveram retorno consistente na última década, mas a lacuna em coleta e destinação de resíduos permanece o principal desafio socioambiental do município, exigindo atenção prioritária da gestão local.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

58.8%

2024

30
22.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

35.3%

2024

36
12.0% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

62.6%

2022

29
6.5% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

31.3%

2022

24
24.2% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

103.210 tCO₂e

2024

59
17.6% no período

Emissões de resíduos

SEEG

2.506 tCO₂e

2024

81
7.3% no período

Emissões de energia

SEEG

7.667 tCO₂e

2024

70
37.7% no período

Registros de cheia

ANA

2

2016

13
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

5

2016

24
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.