Rodeio BonitoRS
6.821 habitantes · IBGE 4315909
Resumo socioambiental
Rodeio Bonito/RS apresenta um quadro socioambiental misto, com avanços expressivos em perdas de água e destinação de resíduos domiciliares, mas retrocesso recente na cobertura de abastecimento de água. A cobertura de água caiu para 66,2% em 2022, revertendo uma trajetória que se mantinha estável em 75,0% entre 2018 e 2021, e hoje posiciona o município abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média gaúcha (88,1%), no percentil 37. Em contrapartida, a perda de água na distribuição caiu de forma acentuada, de 20,0% em 2021 para 12,9% em 2022 (variação de -57,4% desde 2008), ficando bem abaixo da mediana nacional (29,9%) e da UF (36,5%), no percentil 11 — um dos pontos mais positivos do dossiê, indicando gestão eficiente da rede apesar da queda de cobertura.
Na gestão de resíduos sólidos, o município evoluiu consistentemente: a coleta domiciliar atingiu 86,0% em 2022 (ante 77,0% em 2010), superando a mediana nacional (76,9%) e a média da UF (82,7%), no percentil 68. O destino inadequado de resíduos também recuou fortemente, de 23,0% para 8,9% no mesmo período, abaixo da mediana nacional (14,9%), embora ainda acima do patamar da UF (4,5%). Essa melhora na destinação de resíduos, no entanto, não se refletiu em queda nas emissões de resíduos, que subiram 42,5% desde 2010 e alcançaram 3.098 tCO₂e em 2024 — valor ainda inferior à mediana nacional (6.191 tCO₂e), no percentil 26, sugerindo que o aumento da coleta formal pode estar gerando mais emissões associadas ao tratamento centralizado.
O ponto de maior atenção é o crescimento acelerado das emissões totais de GEE, que mais que dobraram entre 2010 e 2024 (+127,5%), atingindo 150.333 tCO₂e, acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 52. Esse salto é puxado majoritariamente pelo setor de energia, cujas emissões cresceram 237,3% no período, com aceleração acentuada em 2023 e 2024 (de 14.690 para 38.093 tCO₂e), superando a mediana nacional (18.929 tCO₂e) e alcançando o percentil 64. Chama atenção que a potência solar instalada permanece estagnada em 750 kW desde 2022, sem crescimento, e abaixo da mediana nacional (908 kW) — um descompasso relevante diante da alta nas emissões energéticas, que sinaliza espaço para investimento em fontes renováveis locais.
Quanto a eventos hidrológicos extremos, o único registro disponível (2016) aponta 4 ocorrências de cheia e 7 de seca, ambos acima da mediana nacional (0), embora distantes dos totais da UF. A ausência de dados mais recentes limita a avaliação de tendência, mas o histórico já sugere exposição a variabilidade hídrica que reforça a importância de monitorar a queda na cobertura de água e sustentar os ganhos obtidos na redução de perdas.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
64.6%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
30.8%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
86.0%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
8.9%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
750 kW
Potência solar
ANEEL (SIGA)
750 kW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Usinas solares (legado)
ANEEL (SIGA)
750 kW
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
150.333 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
3.098 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
38.093 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
4
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
7
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
