RolanteRS
21.733 habitantes · IBGE 4316006
Resumo socioambiental
Rolante/RS apresenta um quadro de saneamento básico com fragilidades importantes, especialmente no abastecimento de água. A cobertura de água atingiu 56,8% em 2022, avanço de +18,1% em relação à série histórica, mas ainda muito abaixo da mediana nacional (76,5%) e do próprio Rio Grande do Sul (88,1%), posicionando o município no percentil 26 do país. Em contraste, a perda de água na distribuição caiu de forma expressiva, de 48,0% em 2008 para 23,2% em 2022 (-51,7%), ficando agora melhor que a mediana nacional (29,9%) e que a UF (36,5%). Essa combinação sugere que o esforço de redução de perdas não veio acompanhado de expansão proporcional da cobertura de rede, o que merece atenção dos gestores.
No esgotamento sanitário, o dado mais recente disponível (2013) indica coleta de 100,0%, superior à mediana nacional (87,8%) e muito acima da UF (49,5%), porém sem qualquer tratamento (0,0%), enquanto a mediana nacional é de 37,7% e a gaúcha de 30,8%. Essa lacuna entre coleta e tratamento representa um risco ambiental relevante, já que o esgoto coletado provavelmente é lançado sem tratamento em corpos hídricos. Já os indicadores de resíduos domiciliares são positivos: 90,7% dos domicílios com coleta em 2022 (percentil 79) e apenas 2,6% com destino inadequado (percentil 15, melhor que a mediana nacional de 14,9% e próximo da UF, 4,5%), embora ambos tenham piorado levemente desde 2010.
Do ponto de vista climático, as emissões totais de GEE caíram de 312.388 tCO₂e em 2010 para 178.261 tCO₂e em 2024 (-42,9%), ainda acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e, percentil 57). Chama atenção o comportamento oposto das emissões de resíduos, que cresceram +36,0% no período, chegando a 11.126 tCO₂e em 2024 (percentil 69, acima da mediana nacional de 6.191 tCO₂e), e das emissões de energia, que subiram +42,6%, atingindo 40.940 tCO₂e (percentil 66). Esse crescimento setorial contrasta com a queda geral das emissões e reforça a relação entre a ausência de tratamento de esgoto, a gestão de resíduos e a pressão ambiental crescente nessas frentes, mesmo com a redução das perdas de água.
Por fim, os registros de eventos hidrológicos de 2016 mostram 5 ocorrências de cheia e 2 de seca, valores baixos em termos absolutos, mas que posicionam o município nos percentis 98 e 64, respectivamente, indicando exposição comparativamente maior a esses eventos frente à maioria dos municípios brasileiros. Diante desse cenário, as prioridades de gestão em Rolante devem combinar a ampliação da cobertura de água, a implantação de tratamento de esgoto e o controle das emissões de resíduos e energia, áreas em que o município ainda está aquém do desempenho nacional ou em trajetória de piora.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
57.4%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
100.0%
2013
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2013
Perda de água
SNIS/SINISA
24.7%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
90.7%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
2.6%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
178.261 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
11.126 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
40.940 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
5
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
2
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
