Ronda AltaRS

9.972 habitantes · IBGE 4316105

IA

Resumo socioambiental

Ronda Alta apresenta quadro socioambiental misto, com avanços em saneamento mas fragilidades em investimento público e riscos hidroclimáticos. A cobertura de água atingiu 71,6% em 2024, com crescimento expressivo de +25,2% desde 2010, embora ainda abaixo da mediana nacional (73,2%) e distante da UF (86,2%), posicionando o município no percentil 48. A perda de água, por sua vez, caiu para 24,9% (queda de 40,4% na série), ficando melhor que a mediana nacional (29,1%) e a média gaúcha (39,4%) — sinal de que os investimentos em eficiência operacional têm superado os ganhos em cobertura, o que sugere prioridade dada à redução de perdas em detrimento da expansão da rede.

No manejo de resíduos, o município se destaca: 87,2% dos domicílios têm coleta (2022), acima da mediana nacional (76,9%), e o destino inadequado caiu para 8,0%, também abaixo da mediana do país (14,9%), ainda que superior ao patamar da UF (4,5%). Essa melhora, no entanto, não se refletiu nas emissões de resíduos, que subiram 29,5% desde 2010 e chegaram a 5.341 tCO₂e em 2024 — indicando que a ampliação da coleta pode ter formalizado emissões antes não contabilizadas, sem necessariamente representar piora ambiental real.

As emissões totais de GEE somaram 105.227 tCO₂e em 2024, com queda de 2,3% na série e valor abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 42. Já as emissões de energia cresceram 21,5%, para 32.565 tCO₂e, superando a mediana nacional (18.929 tCO₂e) e colocando o município no percentil 61 — um ponto de atenção para políticas de eficiência energética local.

O investimento público registrado em 2026 foi de R$ 1,7 milhão, sem variação frente ao período anterior, e bem abaixo da mediana nacional (R$ 3,1 milhões) e da média estadual (R$ 45,8 milhões), no percentil 42. Esse patamar reduzido de investimento contrasta com os desafios pendentes em cobertura de água e emissões energéticas, e pode limitar a manutenção dos ganhos recentes. Some-se a isso o histórico de eventos extremos em 2016, com 3 registros de cheia e 4 de seca, ambos acima da mediana nacional (zero), reforçando a necessidade de planejamento de resiliência hídrica associado aos investimentos em infraestrutura de saneamento.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

71.6%

2024

48
25.2% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

24.9%

2024

61
40.4% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

87.2%

2022

71
1.0% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

8.0%

2022

66
41.4% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

105.227 tCO₂e

2024

58
2.3% no período

Emissões de resíduos

SEEG

5.341 tCO₂e

2024

56
29.5% no período

Emissões de energia

SEEG

32.565 tCO₂e

2024

39
21.5% no período

Registros de cheia

ANA

3

2016

7
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

4

2016

28
0.0% no período

Investimento

Investimento público

PNCP

R$ 1.7 mi

2026

0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.