RondinhaRS

5.083 habitantes · IBGE 4316204

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Resumo socioambiental

Rondinha/RS apresenta quadro preocupante em saneamento básico, com indicadores muito abaixo dos parâmetros nacionais e estaduais. A cobertura de água atingiu 41,6% em 2024, recuando 4,9% no período e posicionando o município no percentil 13 nacional — bem distante da mediana do país (73,2%) e da média gaúcha (86,2%). A coleta de esgoto sofreu retração ainda mais acentuada, caindo de 59,2% em 2021 para 24,6% em 2024 (-38,7%), sugerindo possível mudança metodológica ou perda de infraestrutura operante, já que o tratamento de esgoto também recuou para 12,6%, abaixo da mediana nacional (33,3%) e da UF (30,1%). O município conta com apenas 1 ETE (2020), no limite da mediana nacional, mas insuficiente frente aos desafios de cobertura.

A perda de água é o indicador mais crítico: saltou de 23,0% em 2010 para 44,7% em 2024, alta de 94,7%, colocando Rondinha no percentil 78 nacional — ou seja, entre os piores do país nesse quesito. Esse desperdício, combinado à baixa cobertura de água e esgoto, indica ineficiência operacional significativa na gestão dos sistemas de saneamento. Dados do Censo reforçam o problema: apenas 68,5% dos domicílios têm coleta de esgoto (2022), enquanto 29,0% possuem destino inadequado de dejetos, taxa muito superior à mediana nacional (14,9%) e à média estadual (4,5%), evidenciando lacuna estrutural relevante mesmo para os padrões do Rio Grande do Sul.

No âmbito climático, o município mostra trajetória mais favorável. As emissões totais de GEE caíram para 83.598 tCO₂e em 2024, redução de 25,8% frente ao ano anterior, ficando abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 35. Contudo, as emissões de resíduos aumentaram 47,0% desde 2010, atingindo 4.618 tCO₂e em 2024 — tendência coerente com a fragilidade do saneamento, já que resíduos mal geridos tendem a elevar essa categoria de emissão. As emissões de energia também cresceram 34,1%, para 13.030 tCO₂e, embora ainda abaixo da mediana nacional.

Por fim, os registros hidrológicos de 2016 indicam exposição a eventos extremos, com 1 registro de cheia e 6 de seca, ambos no percentil 76-79 nacional, sinalizando vulnerabilidade climática que reforça a urgência de investimentos em infraestrutura hídrica. O conjunto dos dados aponta para necessidade prioritária de reversão do quadro de perdas de água e reestruturação da coleta e tratamento de esgoto, medidas que também contribuiriam para conter o crescimento das emissões de resíduos.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

41.6%

2024

13
4.9% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

24.6%

2024

18
38.7% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

12.6%

2024

35
19.6% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

44.7%

2024

22
94.7% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

68.5%

2022

37
1.7% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

29.0%

2022

27
4.5% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

83.598 tCO₂e

2024

65
25.8% no período

Emissões de resíduos

SEEG

4.618 tCO₂e

2024

61
47.0% no período

Emissões de energia

SEEG

13.030 tCO₂e

2024

58
34.1% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

6

2016

21
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.