Roque GonzalesRS

6.698 habitantes · IBGE 4316303

IA

Resumo socioambiental

Roque Gonzales/RS apresenta situação de saneamento básico favorável, com cobertura de água em 100,0% (2024), estável desde 2010 e bem acima da mediana nacional (73,2%) e da UF (86,2%), colocando o município no percentil 100 do país. A perda de água, que havia atingido picos de 31,4% em 2021-2022, caiu para 12,0% em 2024 (variação de -35,9%), ficando bem abaixo da mediana nacional (29,1%) e da UF (39,4%) — sinal de melhoria na gestão operacional do sistema de abastecimento.

O quadro de esgotamento sanitário é mais heterogêneo. A coleta domiciliar avançou de 62,6% (2010) para 80,0% (2022), superando a mediana nacional (76,9%), mas ainda abaixo do índice gaúcho (82,7%). Por outro lado, o destino inadequado de resíduos ainda atinge 16,6% dos domicílios em 2022, ligeiramente acima da mediana nacional (14,9%) e bem superior ao valor de referência da UF (4,5%), indicando que, embora a coleta tenha melhorado, o tratamento final ainda é um ponto de atenção. Essa lacuna é coerente com a leve alta das emissões de resíduos, que passaram de 2.965 tCO₂e (2010) para 3.477 tCO₂e (2024, +17,3%), embora o valor absoluto permaneça abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e).

No campo climático, as emissões totais de GEE caíram para 118.020 tCO₂e em 2024, recuo de 32,6% em relação a 2010, após oscilações relevantes (pico de 218.164 tCO₂e em 2021). O valor está próximo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 45. As emissões de energia também recuaram (-3,7% desde 2010, para 10.607 tCO₂e), ficando abaixo da mediana do país. Chama atenção o salto da potência hidráulica instalada, de 776 kW (2010-2011) para 39 MW desde 2012, posicionando o município no percentil 75 nacional — um ativo relevante para a matriz energética local, ainda que classificado como indicador de atenção ambiental no dossiê.

Por fim, os registros de eventos hidrológicos de 2016 mostram 1 ocorrência de cheia e 5 de seca, ambos no percentil 76 nacional, sugerindo exposição a variabilidade climática superior à maioria dos municípios brasileiros. Em conjunto, os dados indicam que Roque Gonzales avançou consistentemente em abastecimento de água e reduziu emissões totais, mas ainda enfrenta desafios no destino final de resíduos sólidos e na gestão de riscos hidrológicos, áreas que merecem prioridade nas próximas ações de planejamento ambiental.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

100.0%

2024

100
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

12.0%

2024

92
35.9% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

80.0%

2022

56
27.8% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

16.6%

2022

47
55.6% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

39 MW

Hidráulica

Potência hidráulica

ANEEL (SIGA)

39 MW

2024

75
4961.3% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

118.020 tCO₂e

2024

55
32.6% no período

Emissões de resíduos

SEEG

3.477 tCO₂e

2024

70
17.3% no período

Emissões de energia

SEEG

10.607 tCO₂e

2024

63
3.7% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

5

2016

24
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.