RoseiraSP
11.095 habitantes · IBGE 3544301
Resumo socioambiental
Roseira/SP apresenta saneamento consolidado, ainda que com sinais de deterioração recente. A cobertura de água chegou a 92,1% em 2024, com leve queda de -0,2% no período, mas em nível bem superior à mediana nacional (73,2%) e próximo à média do estado de São Paulo (96,6%), posicionando o município no percentil 81. A coleta de esgoto, embora também em recuo (-8,9%, para 86,8% em 2024), permanece acima da mediana brasileira (59,9%) e relativamente próxima da média estadual (92,5%). O ponto mais forte do município é o tratamento de esgoto, que atingiu 93,9% em 2024 — quase o triplo da mediana nacional (33,3%) e bem superior à média paulista (66,6%), colocando Roseira no percentil 95 do país. Essa combinação de alta coleta com tratamento elevado indica que o esgoto captado tem destino adequado, refletindo-se também no baixo percentual de domicílios com destino inadequado de resíduos (2,1% em 2022, redução de -36,2% desde 2010), ainda que ligeiramente acima da média estadual (1,0%).
A perda de água na distribuição, embora tenha recuado -9,2% no período e esteja em 25,7% em 2024, é o indicador mais sensível a monitorar: mostrou melhora expressiva entre 2019 e 2021 (mínima de 22,5%), mas voltou a subir nos últimos dois anos, sinalizando possível necessidade de reinvestimento em infraestrutura de distribuição para não comprometer os ganhos de cobertura já obtidos.
No eixo climático, as emissões totais de GEE do município somaram 183.001 tCO₂e em 2024, com alta de +15,6% na série, superando a mediana nacional (138.513 tCO₂e), embora represente fração mínima do total emitido pelo estado. O setor energético é o principal responsável por esse padrão, com 154.506 tCO₂e (+29,0%), valor muito acima da mediana nacional (18.929 tCO₂e) e no percentil 87 do país — resultado que contrasta com a baixa potência térmica fóssil instalada (apenas 2 MW, percentil 16), sugerindo que as emissões energéticas estão mais associadas a consumo e outras fontes do setor do que à geração local. As emissões de resíduos, por sua vez, cresceram +30,6% no período, atingindo 6.057 tCO₂e em 2024, valor próximo da mediana nacional (6.191 tCO₂e), mas em trajetória de alta constante desde 2010, o que merece atenção conjunta com a gestão de resíduos sólidos, dado o já citado bom desempenho em destinação domiciliar.
Em síntese, Roseira exibe indicadores de saneamento acima do padrão nacional e estadual, com destaque no tratamento de esgoto, mas enfrenta desafios de manutenção de rede (perdas de água) e de contenção de emissões, sobretudo no setor energético e de resíduos, que crescem de forma consistente e merecem integração às políticas locais de eficiência e gestão ambiental.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
92.1%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
86.8%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
93.9%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
25.7%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
96.1%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
2.1%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
2 MW
Potência térmica (fóssil)
ANEEL (SIGA)
2 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
0.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
183.001 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
6.057 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
154.506 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
