RubelitaMG
5.572 habitantes · IBGE 3156502
Resumo socioambiental
Rubelita/MG apresenta quadro saneamento ainda distante da média nacional, com sinais recentes de deterioração. A cobertura de água atingiu 62,7% em 2022, abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média mineira (84,3%), posicionando o município no percentil 33. A perda de água, de 29,9% no mesmo ano, é elevada e praticamente idêntica à mediana nacional (29,9%), indicando ineficiência operacional que compromete a eficácia da distribuição já limitada. A série histórica de ambos indicadores mostra oscilações fortes ano a ano, sugerindo instabilidade na gestão ou na qualidade dos dados reportados ao SNIS.
No esgotamento sanitário, a coleta chegou a 66,6% em 2021 (percentil 35), mas o tratamento efetivo caiu para 23,6% em 2022, com variação negativa de -20,2% no período — abaixo da mediana nacional (37,7%) e do patamar estadual (44,5%). O município conta com apenas 1 ETE (2020), no nível mediano nacional, porém muito distante da capacidade média de Minas Gerais (399 unidades), o que ajuda a explicar o descompasso entre coleta e tratamento. Do lado da coleta de resíduos domiciliares, apenas 53,4% dos domicílios são atendidos (2022), e o destino inadequado ainda afeta 45,7% das residências — valor três vezes superior à mediana nacional (14,9%) e no percentil 90, embora tenha recuado 19,5% desde 2010.
Em emissões de GEE, o município registrou 424.642 tCO₂e em 2024, com salto de 274,5% desde 2010, ficando no percentil 77 nacional — resultado provavelmente associado a mudança de uso da terra, dado o padrão típico de municípios pequenos do SEEG. Em contraste, as emissões de resíduos (2.458 tCO₂e) e de energia (2.522 tCO₂e) são baixas e decrescentes, situando Rubelita nos percentis 18 e 9, respectivamente — coerente com a baixa cobertura de tratamento de esgoto, que tende a gerar menos emissões formais de metano por ausência de sistemas mais complexos, mas não indica benefício ambiental real, e sim carência de infraestrutura.
Em síntese, Rubelita combina fragilidades estruturais em saneamento básico — com indicadores abaixo da mediana nacional e estadual em quase todas as dimensões de água, esgoto e resíduos — com um crescimento expressivo nas emissões totais de GEE, provavelmente ligado a uso do solo. A prioridade de gestão deve mirar a recuperação da cobertura e tratamento de esgoto, a redução das perdas de água e a ampliação da coleta de resíduos, associando investimentos em infraestrutura ao monitoramento de emissões territoriais.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
65.0%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
20.8%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
25.1%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
17.4%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
53.4%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
45.7%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2012
Clima
Emissões de GEE
SEEG
424.642 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
2.458 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
2.522 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
8
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
