RubimMG
10.575 habitantes · IBGE 3156601
Resumo socioambiental
Rubim/MG apresenta em 2024 um quadro sanitário preocupante, com destaque negativo para o colapso do tratamento de esgoto, que caiu de 82,1% (2022) para 0,0% em 2023 e 2024 — uma regressão completa que coloca o município abaixo da mediana nacional (33,3%) e do patamar estadual (44,6%), posicionando-o no percentil 24. Essa queda ocorre mesmo com a coleta de esgoto ainda relativamente disponível (76,4%, percentil 65 nacional), o que sugere que o esgoto está sendo coletado, porém sem qualquer tratamento — um problema estrutural grave que provavelmente decorre da paralisação ou desativação da unidade de tratamento, tendo em vista a série histórica (79,5% a 83,2% entre 2020-2022).
A cobertura de água também recuou, alcançando 70,0% em 2024, com variação de -9,8% frente à série histórica e abaixo da mediana nacional (73,2%) e da UF (83,3%), posicionando o município no percentil 46. Por outro lado, a perda de água mostrou melhora relativa, caindo para 17,6% em 2024, ainda distante do desempenho de anos como 2015 (4,5%), mas favorável frente à mediana nacional (29,1%) e estadual (35,8%), com percentil 19 — indicando eficiência operacional relativamente boa na distribuição, mesmo com cobertura insuficiente.
No âmbito de resíduos sólidos, os dados do Censo IBGE (2022) mostram avanço na coleta domiciliar, para 79,0%, acima da mediana nacional (76,9%), mas o destino inadequado de resíduos ainda atinge 20,3% dos domicílios, valor superior à mediana nacional (14,9%) e muito acima da UF (7,4%), no percentil 60 — indicando que parte dos resíduos coletados não recebe destinação adequada, o que se reflete no leve aumento das emissões de resíduos (+7,6% desde 2010, chegando a 4.863 tCO₂e em 2024).
Em termos de emissões totais de GEE, Rubim registrou 134.209 tCO₂e em 2024, queda de 19,5% em relação à série histórica, situando-se próximo à mediana nacional (138.513 tCO₂e, percentil 49). Contudo, as emissões de energia cresceram 43,3% no período, alcançando 4.499 tCO₂e — ainda bem abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e, percentil 19), mas indicando tendência de aumento que merece monitoramento. Os registros climáticos de 2016 mostram ausência de cheias, mas 7 registros de seca, valor abaixo da mediana estadual (1.609), sinalizando exposição moderada a estresse hídrico que reforça a necessidade de priorizar a recuperação da infraestrutura de saneamento, especialmente o tratamento de esgoto, dado seu impacto direto na qualidade da água e no meio ambiente local.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
70.0%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
76.4%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
17.6%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
79.0%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
20.3%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
134.209 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
4.863 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
4.499 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
7
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
