SaboeiroCE

14.036 habitantes · IBGE 2311900

IA

Resumo socioambiental

Saboeiro/CE apresenta quadro crítico de saneamento básico, com defasagem acentuada em relação aos parâmetros nacionais. A cobertura de água atingiu 66,6% em 2022, com salto expressivo em relação aos anos anteriores (variação de +203,2% desde 2008), mas ainda abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média cearense (69,9%), posicionando o município no percentil 38. Já a coleta de esgoto é praticamente inexistente, com apenas 2,3% em 2021 — muito distante da mediana nacional (87,8%) e mesmo da média estadual (40,3%), colocando Saboeiro no percentil 2, um dos piores do país. O tratamento de esgoto acompanha essa fragilidade, com apenas 2,2% em 2022, em trajetória de queda (-57,2% desde 2008), e com uma única ETE registrada em 2020.

Essa carência estrutural se reflete diretamente nos indicadores domiciliares: a coleta de resíduos atende apenas 37,9% dos domicílios em 2022, com retração de -29,9% desde 2010, enquanto o destino inadequado de resíduos atinge 40,7% dos domicílios, quase o triplo da mediana nacional (14,9%), situando o município no percentil 86 (pior faixa). A perda de água na distribuição, de 31,8% em 2022, também supera a mediana nacional (29,9%), embora fique abaixo da média estadual (38,5%), indicando ineficiência operacional que compromete os ganhos de cobertura.

No eixo climático, as emissões totais de GEE saltaram para 182.083 tCO₂e em 2024, alta de +94,6% desde 2010, superando a mediana nacional (138.513 tCO₂e). As emissões de resíduos, coerentes com a baixa cobertura de coleta e tratamento de esgoto, cresceram +104,8% no período, atingindo 10.017 tCO₂e em 2024, acima da mediana nacional (5.787 tCO₂e) — evidenciando que a carência de infraestrutura sanitária tem custo ambiental direto. As emissões de energia, por outro lado, permanecem abaixo da mediana nacional (8.008 tCO₂e vs. 18.929 tCO₂e), sugerindo que o problema emissivo do município está concentrado no manejo de resíduos e esgoto, não na matriz energética.

O município também enfrenta vulnerabilidade hídrica: o índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 3,0, abaixo da mediana nacional (4,0), embora superior à média estadual (2,652). Os registros históricos de seca (18 ocorrências em 2016, percentil 98) e de cheia (1 registro, percentil 76) reforçam a exposição a extremos climáticos. Em síntese, Saboeiro precisa priorizar investimentos em coleta e tratamento de esgoto e resíduos sólidos, que hoje representam o maior gargalo socioambiental do município e alimentam diretamente o aumento das emissões de GEE.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

67.2%

2024

42
181.2% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

1.4%

2024

1
24.9% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

2.1%

2024

27
56.8% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

33.9%

2024

39
20.2% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

37.9%

2022

7
29.9% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

40.7%

2022

14
11.6% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

182.083 tCO₂e

2024

42
94.6% no período

Emissões de resíduos

SEEG

10.017 tCO₂e

2024

34
104.8% no período

Emissões de energia

SEEG

8.008 tCO₂e

2024

69
79.3% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

18

2016

2
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.