Sagrada FamíliaRS

2.529 habitantes · IBGE 4316428

IA

Resumo socioambiental

Sagrada Família/RS apresenta em 2022 cobertura de água de 84,7%, acima da mediana nacional (76,5%) mas abaixo do índice estadual (88,1%), posicionando o município no percentil 63. Chama atenção, porém, a trajetória de deterioração: a cobertura recuou 15,3% desde o pico de 100% registrado em anos anteriores, enquanto a perda de água na distribuição saltou para 70,6%, um aumento de 128,8% em relação a 2010 e muito superior à mediana nacional (29,9%) e à média gaúcha (36,5%), colocando o município no percentil 97 — entre os piores do país nesse quesito. Essa combinação de queda na cobertura com forte alta nas perdas sugere problemas de manutenção e gestão operacional do sistema de abastecimento, que merecem investigação prioritária.

No saneamento, a coleta de esgoto atinge 58,2% dos domicílios em 2022, abaixo da mediana nacional (76,9%) e do patamar estadual (82,7%), situando o município no percentil 23 — apesar de representar avanço de 39,8% frente a 2010. Coerentemente, o destino inadequado de dejetos ainda atinge 33,5% dos domicílios, valor mais que sete vezes superior à média do Rio Grande do Sul (4,5%) e mais que o dobro da mediana nacional (14,9%), embora tenha caído 42,6% desde 2010. Esses indicadores mostram que, apesar da melhora histórica, o saneamento básico permanece como o principal desafio socioambiental do município.

Em contrapartida, o perfil de emissões é favorável: as emissões totais de GEE somaram 29.775 tCO₂e em 2024, muito abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), posicionando o município no percentil 11. As emissões de resíduos (1.063 tCO₂e, percentil 2) e de energia (1.629 tCO₂e, percentil 5) também são baixas e apresentam tendências recentes de queda (-12,2% e leve alta pontual, respectivamente), refletindo a pequena escala populacional do município. É relevante notar que a redução nas emissões de resíduos ocorre mesmo com a persistência de destinação inadequada de dejetos, indicando que o problema local é mais de infraestrutura sanitária do que de geração de gases por decomposição em grande escala.

Por fim, os registros de eventos hidrológicos de 2016 mostram 2 ocorrências de cheia (percentil 87) e 5 de seca (percentil 76), ambos acima da mediana nacional (zero), sinalizando exposição a extremos climáticos que, somada às perdas elevadas de água tratada, reforça a necessidade de investimentos em resiliência hídrica e modernização da infraestrutura de abastecimento e esgotamento sanitário do município.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

84.7%

2022

24.1% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

70.6%

2022

128.8% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

58.2%

2022

23
39.8% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

33.5%

2022

21
42.6% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

29.775 tCO₂e

2024

89
7.4% no período

Emissões de resíduos

SEEG

1.063 tCO₂e

2024

98
12.2% no período

Emissões de energia

SEEG

1.629 tCO₂e

2024

95
4.2% no período

Registros de cheia

ANA

2

2016

13
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

5

2016

24
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.