SagresSP

2.519 habitantes · IBGE 3544707

IA

Resumo socioambiental

Sagres/SP apresenta um saneamento com resultados mistos, mas majoritariamente positivos. A coleta e o tratamento de esgoto atingem 100,0% (2021 e 2022, respectivamente), superando com folga as medianas nacionais de 87,8% e 37,7% e também as médias estaduais, colocando o município no percentil 100 em ambos os indicadores — um desempenho de excelência, viabilizado pela operação de 1 ETE (2020), igual à mediana nacional. Esse cenário favorável de tratamento se reflete na baixa proporção de destino inadequado de domicílios, que caiu de 17,2% (2010) para 7,8% (2022), ficando abaixo da mediana nacional (14,9%), embora ainda distante do patamar estadual (1,0%).

Por outro lado, a cobertura de água mostra um recuo abrupto: após atingir 91,2% em 2021, caiu para 76,3% em 2022, praticamente em linha com a mediana nacional (76,5%) mas bem abaixo da média estadual (95,2%). Essa queda coincide com o salto nas perdas de água, que passaram de 21,0% (2021) para 27,0% (2022) — o maior valor da série histórica, indicando possível problema operacional ou de manutenção na rede, ainda que o índice permaneça um pouco melhor que a mediana nacional (29,9%) e a estadual (32,1%).

No eixo climático, as emissões totais de GEE somaram 40.535 tCO₂e em 2024, com queda de 9,6% em relação a 2023, situando o município no percentil 16 nacional (bem abaixo da mediana de 138.513 tCO₂e), o que reflete um perfil emissor pequeno frente ao Brasil. As emissões de resíduos, coerentes com o bom desempenho em tratamento de esgoto, também recuaram (-5,7%, para 1.680 tCO₂e), mantendo-se muito abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e). Já as emissões de energia cresceram 90,4% no período, para 921 tCO₂e, ainda assim marginais em termos absolutos e no ranking nacional (percentil 2).

Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados (2016), o que limita a análise de risco hidroclimático recente. Em síntese, Sagres se destaca no saneamento de esgoto e no controle de emissões, mas o gestor deve priorizar investimentos na rede de abastecimento de água para reverter a queda de cobertura e o aumento expressivo de perdas observado em 2022.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

76.3%

2022

50
0.4% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

100.0%

2021

100
0.3% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

100.0%

2022

100
29.6% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

27.0%

2022

58
188.2% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

89.2%

2022

76
7.7% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

7.8%

2022

66
54.3% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

40.535 tCO₂e

2024

84
9.6% no período

Emissões de resíduos

SEEG

1.680 tCO₂e

2024

92
5.7% no período

Emissões de energia

SEEG

921 tCO₂e

2024

98
90.4% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.