SalgadinhoPB

3.437 habitantes · IBGE 2513000

IA

Resumo socioambiental

Salgadinho/PB apresenta um quadro de saneamento básico crítico, muito abaixo dos parâmetros nacionais. A cobertura de água atingiu apenas 16,7% em 2024, com queda de -51,3% desde 2012, posicionando o município no percentil 3 nacional — muito distante da mediana brasileira de 73,2% e também da UF (59,5%). A coleta de esgoto está em 55,3% (2024), próxima da mediana da Paraíba (55,9%) mas ligeiramente abaixo da mediana nacional (59,9%), enquanto o tratamento de esgoto é 0,0%, revelando que todo o esgoto coletado é despejado sem qualquer tratamento — situação distante do percentil 24 nacional (mediana de 33,3%). A perda de água, embora tenha piorado +75,6% desde 2012 para 22,4% em 2024, ainda se mantém abaixo da mediana nacional (29,1%) e da UF (41,7%), mas a trajetória de deterioração é preocupante e revela fragilidade na gestão operacional do sistema.

O quadro de resíduos sólidos reforça a vulnerabilidade sanitária do município: apenas 50,3% dos domicílios têm coleta de lixo (Censo 2022), bem abaixo da mediana nacional (76,9%) e da UF (79,6%), enquanto 44,1% dos domicílios têm destino inadequado de resíduos — quase três vezes a mediana nacional (14,9%) e colocando Salgadinho no percentil 89, entre os piores do país nesse quesito. Essa combinação de baixa cobertura de água, ausência de tratamento de esgoto e destinação inadequada de resíduos configura risco elevado de contaminação ambiental e de saúde pública, exigindo priorização de investimentos em infraestrutura básica.

Em relação às emissões, o município é historicamente um sumidouro de carbono, mas inverteu essa tendência em 2024, registrando 4.960 tCO₂e de emissões totais — alta de +194,6% frente a 2010, quando era sumidouro (-5.246 tCO₂e). Ainda assim, o valor absoluto permanece no percentil 4 nacional, muito inferior à mediana do Brasil (138.513 tCO₂e). As emissões de resíduos cresceram de forma constante, atingindo 2.092 tCO₂e em 2024 (+50,9% desde 2010), o que é coerente com a piora da destinação inadequada de lixo domiciliar observada no Censo. Não há registros de emissões de energia no período analisado.

Quanto a eventos hidrológicos, o município não registrou cheias em 2016, mas apresentou 15 registros de seca no mesmo ano, posicionando-se no percentil 95 da UF — um dos municípios mais afetados por estiagem na Paraíba. Esse cenário de vulnerabilidade hídrica reforça a urgência de investimentos em ampliação e manutenção da rede de abastecimento de água, dado que a cobertura já é criticamente baixa e sujeita a estresse hídrico recorrente.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

16.7%

2024

3
51.3% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

55.3%

2024

46
52.2% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2024

24

Perda de água

SNIS/SINISA

22.4%

2024

69
75.6% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

50.3%

2022

15
79.5% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

44.1%

2022

11
38.7% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

4.960 tCO₂e

2024

96
194.6% no período

Emissões de resíduos

SEEG

2.092 tCO₂e

2024

87
50.9% no período

Emissões de energia

SEEG

0 tCO₂e

2024

99

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

15

2016

5
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.