Salgado de São FélixPB
11.760 habitantes · IBGE 2513109
Resumo socioambiental
Salgado de São Félix/PB apresenta um quadro de saneamento básico crítico, muito abaixo dos padrões nacionais. A cobertura de água atingiu 39,1% em 2022, com crescimento de 29,0% desde 2008, mas ainda distante da mediana brasileira de 76,5% e da média estadual de 77,2% (percentil 11, ou seja, entre os piores do país). A situação se agrava pela perda de água na distribuição, de 56,7% em 2022 — quase o dobro da mediana nacional (29,9%) e no percentil 90, indicando ineficiência operacional grave que compromete a ampliação do acesso mesmo diante de investimentos.
No esgotamento sanitário, o município registrava coleta de 100% em 2016, superior à mediana nacional da época (87,8%), mas o tratamento efetivo era de apenas 0,6%, muito aquém da mediana nacional (37,7%) e estadual (42,7%) de 2022. Essa lacuna entre coleta e tratamento sugere que o esgoto é majoritariamente lançado sem tratamento, com risco direto à qualidade dos corpos hídricos. Coerente com esse cenário, os dados censitários mostram que apenas 59,9% dos domicílios tinham coleta de esgoto em 2022 (percentil 26), enquanto 39,1% ainda tinham destino inadequado de dejetos — patamar bem superior à mediana nacional (14,9%) e ao dado estadual (15,4%), posicionando o município no percentil 84 de precariedade, apesar da melhora de 24,8% desde 2010.
Em emissões de gases de efeito estufa, o município teve papel modesto no total (30.632 tCO₂e em 2024, percentil 12), com queda de 5,2% desde 2010, mas o componente de resíduos cresceu 26,9% no período, chegando a 3.783 tCO₂e — reflexo provável da baixa cobertura de coleta e tratamento de esgoto e resíduos sólidos. As emissões de energia dispararam 88,6% em relação a 2010, embora ainda representem participação pequena frente ao total estadual (percentil 15).
Os registros de eventos hidrológicos de 2016 indicam exposição relevante a secas, com 13 registros no ano, no percentil 92 nacional, contrastando com apenas 1 registro de cheia (percentil 76). Essa vulnerabilidade climática, somada à baixa cobertura de água e às elevadas perdas na distribuição, reforça a urgência de investimentos em infraestrutura hídrica e de saneamento como prioridade para reduzir riscos ambientais e sociais no município.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
25.3%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
100.0%
2016
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.6%
2016
Perda de água
SNIS/SINISA
41.9%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
59.9%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
39.1%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
30.632 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
3.783 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
3.637 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
13
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
