SalgadoSE
20.772 habitantes · IBGE 2806206
Resumo socioambiental
Salgado/SE apresenta um quadro socioambiental de melhorias parciais em saneamento, ainda aquém do padrão estadual, combinado com trajetória preocupante de perdas hídricas e de emissões de gases de efeito estufa. A cobertura de água atingiu 74,1% em 2024, com avanço expressivo de +39,8% desde 2010 e alta de quase 8 pontos apenas no último ano registrado, posicionando o município próximo da mediana nacional (73,2%) mas bem abaixo de Sergipe (93,7%). Em contrapartida, a perda de água chegou a 54,3% em 2024, patamar quase idêntico ao do estado (54,9%) e muito superior à mediana nacional (29,1%), colocando o município no percentil 87 — ou seja, entre os piores do país nesse quesito, o que indica ineficiência operacional que pode comprometer os ganhos de cobertura.
No saneamento básico domiciliar, a coleta de resíduos evoluiu de 49,2% (2010) para 71,6% (2022), avanço relevante, porém ainda abaixo da mediana nacional (76,9%) e distante da média estadual (87,0%). O destino inadequado de resíduos caiu de 50,8% para 26,5% no mesmo período, redução importante, mas o indicador permanece quase o dobro da mediana nacional (14,9%) e mais de três vezes o valor de Sergipe (8,5%), evidenciando que a gestão de resíduos sólidos ainda é um gargalo estrutural do município.
Esse gargalo se reflete diretamente nas emissões: o componente de resíduos subiu de 6.244 para 8.930 tCO₂e entre 2010 e 2024 (+43%), superando a mediana nacional (6.191 tCO₂e) e situando Salgado no percentil 63. As emissões totais de GEE também cresceram fortemente, de 50.599 para 105.259 tCO₂e (+108%), embora ainda abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e). O setor de energia acompanhou essa tendência, saltando para 19.659 tCO₂e (+72,5%), próximo da mediana nacional. Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados para o município em 2016, mas a ausência de dados mais recentes limita a análise de riscos hidroclimáticos.
Em síntese, os investimentos em ampliação de cobertura de água e redução de destino inadequado de resíduos mostram resultados positivos, mas a alta perda de água e o crescimento consistente das emissões — sobretudo de resíduos e energia — sinalizam necessidade de modernização da infraestrutura de distribuição e de fortalecimento da gestão de resíduos sólidos, de modo a consolidar os ganhos sociais sem ampliar a pegada ambiental do município.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
74.1%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
54.3%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
71.6%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
26.5%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
105.259 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
8.930 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
19.659 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
