SalgueiroPE
65.635 habitantes · IBGE 2612208
Resumo socioambiental
Salgueiro/PE apresenta situação heterogênea entre os componentes de saneamento básico. A cobertura de água atingiu 100,0% em 2022, bem acima da mediana nacional de 76,5% e do valor de Pernambuco (86,7%), colocando o município no percentil 100 do país. Esse desempenho é acompanhado por forte redução das perdas na distribuição, que caíram de 59,7% em 2008 para 27,6% em 2022, ficando abaixo da mediana nacional (29,9%) e do patamar estadual (43,5%). Já a coleta e o tratamento de esgoto seguem defasados: a coleta atingiu 49,8% em 2021, praticamente estagnada desde 2019 e distante da mediana nacional de 87,8%, embora ligeiramente acima da média pernambucana (47,4%). O tratamento chegou a 30,0% em 2022, com queda em relação aos anos anteriores (34,8% em 2017), ficando abaixo da mediana nacional (37,7%) e do índice estadual (35,7%). O município conta com apenas 1 ETE registrada em 2020, mesmo valor da mediana nacional, mas muito inferior às 101 unidades médias do estado, o que ajuda a explicar o gargalo no tratamento.
Na dimensão de resíduos sólidos, os domicílios com coleta atingiram 81,4% em 2022, acima da mediana nacional (76,9%) e do valor estadual (76,8%), com redução do destino inadequado de 18,2% (2010) para 12,1% (2022), também abaixo da mediana do país (14,9%). Entretanto, essa melhora na gestão de resíduos não se refletiu nas emissões associadas: as emissões de resíduos saltaram de 11.126 tCO₂e em 2010 para 22.070 tCO₂e em 2024, quase dobrando (+98,4%) e superando amplamente a mediana nacional de 6.191 tCO₂e, posicionando o município no percentil 84. Esse descompasso sugere que o aumento da cobertura de coleta não veio acompanhado de destinação final adequada ou compensação por reciclagem/tratamento, ampliando a pegada de carbono do setor.
O balanço geral de emissões de GEE do município totalizou 447.008 tCO₂e em 2024, com queda de 5,5% frente a 2010, mas ainda 3,2 vezes acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 78. O setor de energia é o principal responsável, com 262.279 tCO₂e em 2024 (percentil 92), enquanto a matriz solar instalada permanece estável em 60 MW desde 2010, sem novos investimentos, apesar de já superar a mediana nacional (908 kW) e situar o município no percentil 87 nesse quesito. A ausência de expansão da geração solar, combinada ao crescimento das emissões de resíduos, indica que os ganhos ambientais recentes (menor perda de água, maior cobertura de coleta) não se traduziram em redução proporcional das emissões totais.
Do ponto de vista de eventos climáticos, os registros de 2016 mostram 21 ocorrências de seca observada, próximo ao teto estadual (1.804) e no percentil 99 nacional, e 1 registro de cheia, ambos acima da mediana nacional (zero). Esses dados reforçam a vulnerabilidade hídrica do município, que contrasta com o bom
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
85.8%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
33.0%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
21.8%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
34.4%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
81.4%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
12.1%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
60 MW
Potência solar
ANEEL (SIGA)
60 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Usinas solares (legado)
ANEEL (SIGA)
60 MW
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
447.008 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
22.070 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
262.279 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
21
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
