SalinópolisPA

48.168 habitantes · IBGE 1506203

IA

Resumo socioambiental

Salinópolis apresenta cobertura de água de 88,6% em 2022, acima da mediana nacional (76,5%) e bem acima do Pará (55,0%), posicionando o município no percentil 68. A série histórica mostra estabilidade em torno de 89% entre 2017 e 2021, com leve recuo em 2022. A perda de água, embora ainda elevada em 37,9%, representa uma queda expressiva de 59,3% desde 2008 e ficou abaixo da mediana estadual (34,5%) apenas marginalmente superior — na verdade acima da mediana nacional (29,9%), indicando que, apesar da melhora histórica notável, o sistema ainda perde mais água do que a média do país.

No saneamento domiciliar, a coleta de esgoto atingiu 83,0% em 2022, superando tanto a mediana nacional (76,9%) quanto a estadual (71,0%), com percentil 62. O destino inadequado de resíduos domiciliares caiu de 20,2% (2010) para 11,1% (2022), uma redução de 45%, situando o município em posição relativamente favorável frente ao Brasil (mediana 14,9%) e muito melhor que o Pará (23,2%). Essa evolução consistente em água e esgoto sugere investimentos continuados em infraestrutura sanitária ao longo da última década.

O quadro de emissões é mais preocupante. As emissões de resíduos cresceram 73% desde 2010, alcançando 24.114 tCO₂e em 2024, valor muito acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e), no percentil 86 — um contraste que chama atenção justamente pela melhora simultânea na coleta e destinação de resíduos domiciliares, sugerindo que o aumento pode estar mais associado ao volume gerado do que à gestão inadequada. As emissões de energia também cresceram 52,7%, chegando a 44.676 tCO₂e em 2024, acima da mediana nacional (18.929 tCO₂e). A geração de energia por biomassa permanece estagnada em 667 kW desde 2012, muito aquém da mediana nacional (5 MW), evidenciando ausência de expansão nessa fonte renovável.

O total de emissões de GEE do município tornou-se negativo em 2024 (-21.640 tCO₂e), uma reversão expressiva frente aos anos anteriores, provavelmente puxada por remoções ou mudanças no uso da terra que compensaram as emissões de energia e resíduos. Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados para 2016, sem indicação de estresse hídrico extremo no período disponível. Em síntese, Salinópolis avança de forma consistente no saneamento básico, mas precisa de atenção ao crescimento das emissões de resíduos e energia, especialmente diante da estagnação em fontes renováveis locais.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

90.7%

2024

78
13.7% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

63.0%

2024

8
35.0% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

83.0%

2022

62
4.1% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

11.1%

2022

58
45.0% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

667 kW

Biomassa

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

-21.640 tCO₂e

2024

97
128.1% no período

Emissões de resíduos

SEEG

24.114 tCO₂e

2024

14
73.0% no período

Emissões de energia

SEEG

44.676 tCO₂e

2024

32
52.7% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.