Salto da DivisaMG

6.164 habitantes · IBGE 3157104

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Resumo socioambiental

Salto da Divisa/MG apresenta um saneamento com resultados heterogêneos. A cobertura de água atingiu 82,5% em 2022, recuperando-se de anos de queda (75,5% em 2018) e superando a mediana nacional (76,5%) e o percentil 59, embora ainda abaixo da média mineira (84,3%). O destaque positivo é o tratamento de esgoto, com 100% em 2022, no percentil 100 nacional, muito acima da mediana do país (37,7%) e da UF (44,5%) — indicador que contrasta fortemente com a realidade da maioria dos municípios brasileiros. Já a perda de água, em 23,7% (2022), é inferior à mediana nacional (29,9%) e à mineira (35,0%), sinalizando gestão operacional relativamente eficiente da rede.

Por outro lado, o acesso domiciliar à coleta de esgoto regrediu: caiu de 72,6% (2010) para 65,0% (2022), ficando abaixo da mediana nacional (76,9%) e do percentil mineiro (86,1%), no percentil 32. O destino inadequado de resíduos domiciliares também é preocupante, em 17,3% (2022), acima da mediana nacional (14,9%) e bem superior à média de Minas Gerais (7,4%), embora tenha caído de 27,4% em 2010. Essa combinação — tratamento de esgoto coletado excelente, mas baixa cobertura de coleta — sugere que a infraestrutura de tratamento está subutilizada frente à parcela da população ainda sem atendimento adequado.

No eixo climático, as emissões totais de GEE somaram 149.791 tCO₂e em 2024, com queda de 33,7% desde 2010, situando o município no percentil 52 nacional, próximo da mediana (138.513 tCO₂e). As emissões de energia caíram 36,4% no período, para 3.578 tCO₂e, após picos atípicos em 2020-2022 (até 19.093 tCO₂e), e ficam no percentil 15, indicando baixa emissão relativa nesse setor. As emissões de resíduos, por sua vez, também recuaram 7,4%, para 3.068 tCO₂e (2024), no percentil 25 — nível baixo em comparação nacional, o que é coerente com o tratamento integral do esgoto coletado, mas que não reflete o problema ainda existente de coleta domiciliar incompleta e destino inadequado de resíduos.

Em geração de energia limpa, a potência de biomassa permanece estável em 4 MW desde 2010, próxima da mediana nacional (5 MW). Quanto a eventos hidrológicos, os únicos registros disponíveis (2016) apontam ausência de cheias e 2 registros de seca observada, dados pontuais que não permitem avaliação de tendência. Em síntese, Salto da Divisa avança em tratamento de esgoto e controle de perdas de água, mas precisa priorizar a expansão da coleta domiciliar e a destinação adequada de resíduos para consolidar os ganhos ambientais já obtidos na redução de emissões.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

84.5%

2024

68
0.8% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

81.3%

2024

71
13.3% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2024

24
100.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

20.0%

2024

75
9.0% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

65.0%

2022

32
10.5% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

17.3%

2022

45
37.0% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

4 MW

Biomassa

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

149.791 tCO₂e

2024

48
33.7% no período

Emissões de resíduos

SEEG

3.068 tCO₂e

2024

75
7.4% no período

Emissões de energia

SEEG

3.578 tCO₂e

2024

85
36.4% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

2

2016

36
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.