Salto do CéuMT
3.679 habitantes · IBGE 5107750
Resumo socioambiental
Salto do Céu apresenta quadro socioambiental misto, com destaque negativo para as perdas no sistema de abastecimento de água. A cobertura de água atingiu 87,7% em 2022, acima da mediana nacional (76,5%) e próxima da média estadual (87,2%), mas em queda de -12,3% frente aos 100% registrados entre 2018 e 2021. Mais preocupante é a perda de água, que saltou para 65,6% em 2022 — mais que o dobro da mediana nacional (29,9%) e da média do Mato Grosso (40,5%), posicionando o município no percentil 95, ou seja, entre os piores do país nesse indicador. Essa combinação sugere que, embora a rede alcance a maior parte dos domicílios, a ineficiência operacional compromete a sustentabilidade do sistema e eleva custos e desperdício de um recurso já escasso em períodos críticos.
No saneamento de esgoto, a cobertura de coleta domiciliar chegou a 64,6% em 2022, evolução de +16,2% desde 2010, mas ainda abaixo da mediana nacional (76,9%) e distante da média estadual (84,7%), com percentil 31. O destino inadequado de dejetos, embora tenha recuado de 44,4% para 32,9% no mesmo período, permanece muito acima da mediana nacional (14,9%) e da UF (11,2%), colocando o município no percentil 78 — entre os piores do país. Essa lacuna de saneamento básico tem relação direta com as emissões de resíduos, que cresceram +16,9% entre 2023 e 2024, chegando a 2.202 tCO₂e, embora ainda abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e).
Em emissões totais de GEE, o município registrou 616.951 tCO₂e em 2024, com alta de +11,3% no último ano, muito acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), situando-o no percentil 84. As emissões de energia também cresceram (+13,1%, para 5.645 tCO₂e), mas permanecem abaixo da mediana nacional. A geração hidráulica instalada é modesta e estável, em 2 MW desde 2019, bem abaixo da mediana nacional (10 MW), indicando baixa relevância do município na matriz elétrica regional. Não há registros de eventos de cheia ou seca na série disponível (2016), o que limita a análise de riscos hidrológicos recentes.
Em síntese, os principais desafios de Salto do Céu concentram-se na eficiência da infraestrutura hídrica e na ampliação do saneamento de esgoto, ambos com indicadores piores que as referências nacional e estadual. O investimento em redução de perdas de água e em expansão da coleta de esgoto tende a gerar ganhos socioambientais conjuntos, incluindo possível contenção das emissões associadas a resíduos e ao manejo inadequado de efluentes.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
55.7%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
57.2%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
64.6%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
32.9%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
2 MW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
2 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
616.951 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
2.202 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
5.645 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
