Salvador do SulRS

7.182 habitantes · IBGE 4316501

IA

Resumo socioambiental

Salvador do Sul apresenta um quadro socioambiental heterogêneo, com desempenho relativamente favorável em perdas de água e destinação de resíduos, mas defasagem em cobertura de saneamento frente aos padrões nacionais e estaduais. A cobertura de água atingiu 63,3% em 2024, com alta de 5,6% no ano, porém ainda abaixo da mediana nacional (73,2%) e distante do patamar gaúcho (86,2%), posicionando o município no percentil 36. Já a perda de água, indicador em que valores menores são melhores, ficou em 13,8% em 2024 — bem inferior à mediana nacional (29,1%) e à média do RS (39,4%), refletindo eficiência operacional acima da média (percentil 11, ou seja, entre os melhores desempenhos do país).

No eixo de esgotamento e resíduos sólidos, os domicílios com coleta de lixo caíram de 94,2% (2010) para 72,5% (2022), queda de 23% que merece atenção, embora o município ainda esteja próximo da mediana nacional (76,9%) e abaixo da média estadual (82,7%). Por outro lado, o destino inadequado de resíduos é baixo, em 1,9% (2022), muito inferior à mediana nacional (14,9%) e à média do RS (4,5%), indicando que, apesar da redução na cobertura de coleta, a gestão final dos resíduos permanece controlada.

Em emissões de GEE, o município registrou 152.126 tCO₂e em 2024, alta de 18,1% em relação ao ano anterior, superando levemente a mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 53. As emissões de resíduos somaram 4.770 tCO₂e, com crescimento acumulado de 64,3% desde 2010, tendência coerente com o histórico de coleta de lixo outrora mais abrangente e a geração contínua de rejeitos, ainda que o valor absoluto permaneça abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e). As emissões de energia recuaram para 16.136 tCO₂e, queda de 12,9% na série, também abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e).

Quanto a eventos hidrológicos, os dados de 2016 mostram ausência de registros de cheia e apenas 1 registro de seca observada, ambos inferiores às médias estaduais do período (836 e 1.730, respectivamente), mas a defasagem temporal desses dados limita conclusões atualizadas sobre risco hidroclimático. Em síntese, o município combina eficiência hídrica e boa gestão de resíduos com desafios de expansão de cobertura de água e recuperação da coleta domiciliar, fatores que devem orientar prioridades de investimento em saneamento.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

63.3%

2024

36
5.6% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

13.8%

2024

89
5.2% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

72.5%

2022

43
23.0% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

1.9%

2022

89
67.3% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

152.126 tCO₂e

2024

47
18.1% no período

Emissões de resíduos

SEEG

4.770 tCO₂e

2024

59
64.3% no período

Emissões de energia

SEEG

16.136 tCO₂e

2024

53
12.9% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

1

2016

41
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.